Peer assessments, auto-avaliação e capacidade argumentativa.

Não lembro se já comentei diretamente aqui, mas, caso sim, vale reforçar: o curso de Gamificação, que estou fazendo através do Coursera, está tendo um ganho adicional inesperado pra mim.

A cada semana (até o momento) é necessário fazer as avaliações por pares, ou seja, dar notas para os exercícios escritos de outros colegas de curso. A avaliação consiste em ler 5 respostas de outros colegas, dar duas notas objetivas, uma por aspectos quantitativos e outra por aspectos qualitativos, e depois destacar o que você gostou e o que não gostou da resposta. As rubricas de cada nota objetiva são bem claras, então costuma ser fácil decidir que nota o estudante merece.

O grande ganho pra mim tem vindo na questão dos feedbacks abertos. Extrair de cada resposta pelo menos um aspecto positivo e um negativo, e, principalmente, justificá-los (para que não soem como algo arbitrário), tem me feito pensar muito, melhorar minha capacidade de análise e de argumentação. Como, depois de avaliar as respostas dos colegas, ainda tenho de me auto-avaliar, cresço ainda mais, porque posso olhar para o que fiz em perspectiva, e me julgar com as mesmas lentes que os estou julgando (tanto quanto possível, estou tentando seguir esta linha).

Este processo todo está me fazendo ler e escrever mais, além de ser mais criteriosa com minhas respostas. Penso, releio, reviso. Eventualmente mais de duas vezes, porque como o curso é em inglês ainda tenho a insegurança da língua mordendo meus calcanhares, me fazendo passar checagem por erros ortográficos e frases sem sentido.

Como uma parte interessante da tarefa de escrever um projeto de TCC está justamente em ser capaz de sintetizar ideias, argumentar, escrever;  ler um bocado; revisar; e, ao longo do projeto e no fim dele, avaliar crítica e objetivamente resultados (com isso, quero dizer, ser imparcial nesta avaliação), penso que está sendo um aprendizado muito útil para a jornada que estou empreendendo, para além do ponto direto de ser um tema que quero abordar na solução que for apresentar, em si.

(As avaliações – e os posts no blog – me fazem ver, também, o quanto sou prolixa na hora de escrever. Boa parte dos trabalhos que leio conseguem ser muito mais sucintos e objetivos do que eu. Preciso melhorar muito neste ponto.)

Mais emacs – Settings pro (Ante)Projeto em LaTeX

Hoje consegui fechar um esqueleto de anteprojeto com a estrutura que devo seguir, e compilando, no Emacs.

Páginas que me foram úteis para me reacostumar com o LaTeX e ir pegando o jeito com o editor:

Por agora, é isso. Idealmente preciso fazer mais alguma coisa hoje, mas não sei se conseguirei.

Settings – LaTeX Environment

Então eu preciso escrever o (ante)projeto em LaTeX, porque orientador exige. Como desde que comprei este computador ainda não havia carecido de tal ambiente, e há um bom tempo que não o faço, estou engatinhando novamente.

Atividades da manhã. Linhas de comando para instalação, no Ubuntu (o meu é o 12.04):

– instalação do texlive no Ubuntu (necessário para poder usar o LaTeX):

sudo apt-get install texlive

– instalação do Emacs (tentarei utilizá-lo como editor, é um desses all purpose editors que é cheio de atalhos para aumentar sua produtividade ao evitar o uso do mouse):

sudo apt-get install emacs

– instalação do ABNTeX2: no link referenciado dá para baixar o pacote e ver instruções de instalação.

Não deveria ser algo tão complicado assim, mas me consumiu boa parte da manhã, entre pacotes desatualizados e problemas de dependências.

Resgatei um modelo de anteprojeto feito em LaTeX de uma de minhas tentativas anteriores de TCC, e verei se o ambiente está funcionando, ao menos.

Em breve, espero ter uma versão escrita desse negócio, visto que já está atrasado. Queria ter feito isso no fim de semana, mas só consegui manter o curso de gamificação em dia (por sinal, o exercício escrito da semana quebrou minha cabeça, me senti muito incapaz). =/

Pendências:

  • Declaração de Orientação: 40% pronto (EJ assinou na aula passada. Falta: Título do Projeto);
  • Anteprojeto: 10% pronto (falta praticamente tudo, mas configurar o ambiente precisaria ser feito em algum momento, então conta, a meu ver, como avanço…)

18/19 de abril – gamificação, auto-avaliação e mais uma meta adiada

Assisti a uma vídeo-aula do curso de Gamificação, sobre as contribuições mais diretas do Behaviorismo para a Gamificação. O principais pontos são:

  • É importante observar como as pessoas de fato se comportam. Pode parecer meio óbvio, mas alguns campos e estratégias são capazes de se fiar apenas na teoria, e esquecer de retroalimentar suas hipóteses com as (re)ações das pessoas, de fato. O behaviorismo trabalha com observação de hábitos, então traz a força e a importância desse ponto;
  • Relevância do feedback. Uma vez que uma das formas de os seres (em especial as pessoas) mudarem comportamentos é através da observância de como suas ações influenciaram o mundo, somos muito sensíveis a feedbacks, a mecanismos que nos digam o resultado de nossas ações e escolhas. Dois tipos interessantes e complementares:
    • mostrar onde estamos em nossa trajetória;
    • destacar o que falta para alcançarmos o próximo patamar, preferencialmente em forma de pequenas metas fáceis de entender e alcançar.
  • Recompensas: úteis e válidas em uma boa medida, visto que estimulam a liberação de dopamina no cérebro. Mas não devem ser a única estratégia utilizada, em um projeto / solução de gamificação. O campo é muito mais amplo e rico do que apenas pontos, badges e quadros de lideranças (popularmente conhecido como PBL – points, badges, leaderboards) ou “viciar” os jogadores. Uma boa solução de gamificação explorará alguns mecanismos e componentes.

Revisei e submeti a avaliação dos exercícios dos colegas de curso (faz parte do curso em si) e a minha. Foi um exercício muito bom de retroalimentação e autocrítica (mesmo enquanto lia as respostas dos outros). Gostei muito da experiência, cada pequena atividade deste tipo me ajuda a amadurecer meu senso crítico.

Na quinta falei com o professor de TCC I, Marco Simões. Ele frisou que para o anteprojeto não é preciso fazer um estudo exaustivo das fontes. Trata-se de um contato que permita demonstrar que há viabilidade para continuar dedicando tempo ao projeto, mas não é ainda o momento da revisão bibliográfica em si. Em palavras mais cruas: deixa de firula e escreve, Juliana! Quero ver se consigo fazer isto neste fim de semana.

Uma estratégia que provavelmente usarei é começar a escrever e ver os pontos em que o próprio texto me pergunta “por que você está afirmando isto? quem comprova o que você está dizendo aqui? com que fundamentos?” tais questionamentos naturalmente puxam as leituras e referências que devem aparecer neste momento.

Pendentes:

  • Declaração de Orientação – 80% (prontos: orientador, tema geral. falta: título);
  • Anteprojeto – 7% (pronto: tema geral, artigos iniciais. falta: refinar o tema, começar a escrever e identificar os gaps de fundamentação).

Artigos – Broad Search

Finalmente baixei uns artigos que havia selecionado.

Temas relacionados:

  • gamificação;
    • aplicações de…
  • representações visuais de mecanismos de busca;
  • sistemas de recomendação e filtros;
  • comparação de mecanismos de busca.

Depois posto uma lista aqui de quais foram.

Preciso agora estabelecer uma meta de artigos estudados por dia e/ou semana, para prosseguir.

Esta atividade influencia:

  • Anteprojeto (5.05% concluído)
    • Referências Bibliográficas.

Primeiros direcionamentos

O orientador (Eduardo Jorge, EJ, doutor em Difusão do Conhecimento, professor rigoroso e entusiasta, biker), em conversa, sugere uma série de materiais e algumas palavras-chave. Em Busca, Usabilidade, Metáforas Visuais.

Faço um brainstorming com o amigo, sócio e colega Bruno e ele sugere que leia um artigo que ele pesquisou há um tempo atrás, quando pensava em fazer seu projeto na linha de Recomendação. De 2012: Recommender systems: from algorithms to user experience, de Joseph A. Konstan e John Riedl. Parece-me uma boa introdução para quem deseja trabalhar com sistemas de recomendação, apontando para a “evolução” da abordagem para melhoria de tais sistemas, que cada vez mais se volta para a Interação Humano Computador, ou Experiência de Usuário, em busca de refinamentos e alternativas de soluções.

Recheado com 92 referências, tem uns tantos artigos que também servem, julgo, para quem deseja trabalhar com usabilidade de busca no geral. Bruno e eu chegamos à conclusão (não confirmada por fontes acadêmicas, ainda não pesquisei mais a respeito) de que em alguma medida uma busca é uma recomendação em que o campo com mais peso é definido dinamicamente pelo usuário. Partindo de um princípio assim, penso novamente que posso me aproveitar bastante do material deste artigo. Comecei a avaliar referências citadas ontem, algumas foram baixadas, mas não terminei este levantamento.

Estou devendo:

  • olhar com calma o material passado pelo orientador;
  • fazer o mapa conceitual relacionando Busca e Usabilidade;
  • Título do Projeto
    • (unlock: Declaração de Orientação (pending));
  • Anteprojeto (5% concluído)

.Hello, world.

(Existe frase mais clichê pra computação?)

Bem vind@ a meu blog pessoal. Para começo de conversa, ou, melhor seria dizer, para primeiras postagens, espere encontrar um diária de pesquisa de meu Trabalho de Conclusão de Curso em Sistemas de Informação.

O plano é fazê-lo em cima da usabilidade para interfaces de busca. Há muito que refinar e especificar dentro deste tema, mas essa é a visão geral, a região da montanha de que agora me acerco.

Por hora é isso. Tentarei manter o ritmo. No estudo e, se tudo correr bem, nas postagens aqui, na medida em que surgirem avanços e mudanças.