Inspirações: buscadores verticais, nuvens de termos e muitas cenouras para tod@s

No último encontro com o orientador, olhamos alguns sites de busca. Ficou como tarefa usá-los com mais calma, pesquisar outros e começar a rascunhar um protótipo, a partir do que fosse vendo e experimentando. Essa parte não avançou muito, mas a busca por interfaces inovadoras e relevantes para o usuário trouxe resultados (como vou fugir desses trocadilhos? >.<‘) diferente, bacanas, animadores (se você está com pressa, fique com os tópicos sobre o Quintura e o Carrot²):

  • Quintura – mostrado por EJ. Apresenta-se como um buscador visual. Exibe uma nuvem de termos sugeridos (eles chamam de search cloud), baseados no contexto presumido da consulta feita, que podem ser usado para refazer e melhorar a busca.
Listagem de resultados do Quintura e sua patenteada visualização de termos relacionados.

Listagem de resultados do Quintura e sua patenteada visualização de termos relacionados.

MyTaptu. Aqui, com notícias do The Guardian. A disposição das listas dá um favoritos legal.

  • Pulse – focado em dispositivos móveis, possibilita que a pessoa cria listas personalizadas de sites para receber atualizações. Veio parar aqui porque achei interessante a questão da visualização das listas, no contexto reduzido da tela do smartphone / tablet. Como tenho interesse em melhorar a UX do fazDelivery, e temos versão mobile, é uma fonte bacana.
  • (My)Taptu – (esse ao lado) eram um buscador mobile, mas preferiram seguir uma linha diferente para evitar a intensa concorrência. Transformaram-se em um feed de notícias personalizado. Por motivos similares aos do Pulse, considerei-os uma referência válida, para agora ou logo mais.
  • Yummly é um buscador para receitas culinárias. Oferece vários filtros relacionados, explorando diferentes interações. Ouvi opiniões de que fica muito carregado, com informações demais, mas para quem gosta de filtros de resultados ou de cozinhar, vale conhecer.
Toooodos os filtros de resultados do Yummly.

Toooodos os filtros de resultados do Yummly.

  • E agora eu chego a la cràme de la cràme. O Carrot² é um motor de busca open source  para agrupar de resultados. Quem me indicou foi o João Rocha, professor da UEFS e consultor na área de Bancos de Dados e Buscas. Como outros, buscadores, este oferece eixos temáticos para contextualizar a consulta. Mas sua mágica de interação está quando os resultados aparecem. Além da listagem, há um menu à esquerda que organiza o conjunto encontrado de acordo com algumas palavras chave comuns ao domínio pesquisado (essa é minha inferência, não o estudei a fundo): pode-se ver uma árvores de pastas, como num explorer convencional; vê-las em um círculo que mostra segmentos de tamanho e cor variados de acordo com o termo; ou ver uma estrutura que eles chamam de foam tree, ao pé da letra, árvore de espuma (a mim lembra um casco de tartaruga, também) – cada conjunto de termos relevante listado por eles vira uma “bolha” no conjunto, com tamanho relacionado à quantidade de resultados agregados sob aquele termo. Coisas que encantaram:
    • essas variações, meio interativas, coloridas e bem feitas, são lúdicas, então levam a pessoa que está pesquisando a passar mais tempo “brincando” com os resultados;
    • além de bonitinhas, elas são úteis, porque de fato são filtros, também, e ajudam a trazer à luz elementos talvez desconhecidos no momento da pesquisa, através dos termos que agrupam. É uma ideia parecida com a do Quintura, mas implementada com muito mais eficiência, baseada na experiência que tive com ambos. Entendo agora, pensando melhor no assunto, que ambos criam filtros dinâmicos, a partir do contexto da busca.
    • O resultado dessa interface diferente é que o Carrot² realmente me ajudou a achar um termo que me parece ter muito a ver com a área do projeto, mas que ainda não tinha encontrado nas outras pesquisas que fiz. E isso porque fiquei mexendo nas bolhas e no círculo e com isso fui, por tabela, explorando termos relacionados ao contexto da consulta que fiz (“innovative human computer interfaces search”). A conclusão é que trouxe algo que evoluiu o entendimento de meu trabalho, e, de quebra, ajudou a comprovar que uma boa forma de visualizar e filtrar a informação pode fazer toda a diferença na hora de encontrar itens relevantes para o usuário.
A visualização em "foam tree" do Carrot².

A foam tree do Carrot². Vou deixá-l@s na curiosidade das outras visualizações, para que o visitem.

Pra fechar: o que encontrei foi a área/ termo “Human-computer Information Retrieval“, que abrange pesquisas e trabalhos que trazem a inteligência humana para o processo de busca. Será que tem a ver? Acompanhem esta emocionante descoberta nas cenas dos próximos capítulos!

Dicas de Usabilidade – O usuário está bêbado

Nah, na verdade não. Mas alguns traços do comportamentos de uma pessoa bêbada, se levados em conta, podem nos ajudar a construir uma experiência de usuári@ melhor.

Com vocês… The user is drunk:

Do the internet better. 😉

Avanços. E exemplos de Interfaces de Busca (ou recomendação) Inovadoras

2 e 3 de maio

Título sugerido pelo professor: Análise de Interfaces Homem Humano Computador Inovadoras para Sistema de Busca Baseado em Palavras-Chave

Declaração de Orientação: entregue (uhu! aos pouquinhos, chegarei lá). Encomenda do orientador: exemplos de interfaces de busca inovadoras.

7 de maio

Tomei a liberdade de incluir interfaces de recomendação, porque, como comentei n’outro post, há um campo comum entre as duas, em meu entendimento, na medida em que posso entender que uma recomendação é uma predição de resultados com base em gostos (ditos ativa ou passivamente) do usuário.

Burger King recomenda!

Burger King recomenda!

Destaques: três sliders permitem que o visitante altere dinamicamente os resultados mostrados nas sugestões do cardápio, de acordo com o que mais se adequa a sua vontade no momento. Pode-se variar a “leveza do produto” (+/- light); “sabor” (+/- doce); ou quanta energia se precisa (+/- energia). A partir disso, o sistema não apenas lista resultados (mostrando apenas o que, segundo seu algoritmo, se enquadra no pedido do usuário) como os ordena.

HotMap - interface antes dos resultados.

HotMap – interface antes da exibição dos resultados.

O HotMap traz alguns elementos visuais para que o usuário possa rapidamente ter uma noção geral dos resultados e da relevância destes, e também permite que os resultados sejam reordenados, trocando a importância dos termos de pesquisa, ou excluindo algum. Para permitir a avaliação da relevância de cada resultado, a frequência de aparecimento de cada termo é representada com um quadrado colorido (quanto mais forte a cor, mais ocorrências). Assim é possível avaliar rapidamente um resultado mesmo sem abri-lo, e também comparar vários resultados. Off-topic sobre performance: eles estão em beta 0.9.5. Não sei se isso justifica, mas não consegui obter resultados para as três buscas que tentei fazer (tissu routine; computer; innovative search interfaces).

Conheci o HotMap através do artigo: A Comparative User Study of Web Search Interfaces: HotMap , Concept Highlighter, and Google (2006). O mesmo grupo fez as duas ferramentas, e testa como usuários se saíram com buscas com elas e com o Google, em termos de tempo de resposta e avaliação da relevância de resultados. Ainda não terminei de ler o artigo, mas ele me parece, também, uma boa fonte para entender como posso vir a fazer avaliações comparativas de interfaces (incluindo aí questões de relevância de resultados e técnicas utilizadas para cada caso).

Pesquisando um pouco mais sobre “innovative search interfaces“, encontrei:

  • um post de 2009 que traz uma opinião curta de dez motores de busca interessantes e inovadores precisarei olhar com mais calma os resultados e filtrar os que apresentam inovações de interface, mas acho que há algum potencial aqui.
  • Testei rapidamente o KartOO, porque o autor falou especialmente bem dele, mas em um uso mais superficial não consegui entender como é inovador ou útil. De fato precisarei olhar mais detalhadamente as sugestões.
  • o livro Search User Interfaces, também de 2009 e, no site do mesmo, o primeiro capítulo, para leitura. Acredito que pode ser um material interessante para me familiarizar com alguns conceitos (no entanto, como é de 2009, precisarei pesquisar o que o autor fez depois disso, para  não correr o risco de me basear em algo obsoleto).

Bueno, creio que o caminho agora é continuar. Status:

  • apresentar título ao orientador – ok!
  • entregar Declaração de Orientação –ok;
  • Anteprojeto (23%) – pending!
    • problema de pesquisa – ok;
    • título – ok;
    • bibliografia inicial – ok;
    • leitura e escrita (5%) – pending!!
      • comecei a ler artigos direcionados;
      • comecei algum nível de pesquisa por trabalhos relacionados;
      • montei estrutura do anteprojeto no LaTeX.

Metáforas Visuais e Usabilidade; um Mapa Conceitual, Problema de Pesquisa e Título (!!)

29/04 -> Repassei uma das listas de referências da pasta indicada pelo orientador, baixei alguns dos artigos listados.

Ele é muito convincente.

Jack dá seu apoio moral.

30/04 – Estudei sobre metáforas visuais, para ter um conceito mais concreto. Encontrei um post que dava uma explicação curta, mas talvez suficiente. Li também um trecho de uma dissertação que destacava a importância da interface gráfica (e das metáforas visuais utilizadas em sua construção) no nível de interatividade alcançado entre sistema e  usuário.

O que entendi: uma Metáfora Visual é uma tradução de conceitos, ou uma transposição destes de um contexto para outro, para facilitar o entendimento do usuário, por aproximação de símbolos ou significados já comuns a seu cotidiano. Assim se enquadra por exemplo o uso de um ícone com uma tesoura para representar a ação de recortar.

01/05 – Comecei lendo dois textos curtos sobre usabilidade:

  • Uma matéria que sobre a importância de entender que a experiência de usuário vai além do designe.g., o conteúdo oferecido por um site também faz parte de sua UX, e, nesse sentido, o vocabulário utilizado também deve ser pensado.
  • Uma lista com 10 heurísticas para usabilidade, de Nielsen. Cita desde garantir a autonomia do usuário e reduzir o potencial para erros (exibindo mensagens de confirmação e dando suporte a desfazer refazer) até manter uma seção de ajuda ou exibir feedback claro sobre o status do sistema. Nielsen é um dos caras quando se trata de usabilidade, e tem trabalhos publicados na área desde 1990 (lá se vão 23 anos). Não pude deixar de fazer a correlação com aspectos importantes de gamificação: feedback, autonomia, que também se preocupa em construir sistemas centrados no usuário e em sua satisfação.

Dúvida surge: o que é maior: Usabilidade ou IHC? Encontrei um capítulo sobre Usabilidade e IHC, da dissertação de Breno Gentil, que estuda a Usabilidade de ambientes virtuais tridimensionais. Gostei do trecho abaixo, porque me faz pensar em valores que desejo que os usuários extraiam do fazDelivery:

Jordan (1999)* descreve satisfação como o nível de conforto que o usuário sente ao utilizar um produto e o quanto esse produto é aceitável para o usuário como veículo para atingir seus objetivos. Para Jordan existe atualmente bastante esforço em melhorar a usabilidade através da facilidade de uso, entretanto um usuário pode decidir usar um produto, apesar de sua dificuldade, por ele ser atrativo, divertido, surpreendente, memorável ou recompensador, ou seja, proporcionar prazer na experiência de uso. *(JORDAN, P.W. Pleasure with Products: Beyond Usability. London: Taylor & Francis, 1999)

Finalmente construí um mapa conceitual satisfatório para me ajudar a chegar a um problema de pesquisa. A partir disso me senti mais capaz de extrair um título para o projeto.

=> Surge um problema de pesquisa? Como a interação com o usuário pode melhorar os resultados apresentados por um buscador cujos itens pesquisados não são fortemente textuais?

02/05 – Briga para achar um título pra esse negócio (pois é, no title yet). Retrabalhei um pouco o problema de pesquisa: Como técnicas de IHC podem ajudar a melhorar os resultados apresentados por um buscador cujos itens pesquisados não são fortemente textuais?

Para ilustrar o potencial da interatividade, gosto do site do Burger King: eles oferecem um cardápio com uma interação para recomendações que é muito legal.

Título v.1: Avaliação de Técnicas de IHC para Melhorar a Classificação dos Resultados Oferecidos por um Sistema de Busca Baseado em Palavras-Chave

A ideia seria melhorar o rankeamento dos resultados do buscador do fazDelivery, abrindo assim a possibilidade de convergir trabalho e estudo.

Situação atual:

  • apresentar título ao orientador;
  • entregar Declaração de Orientação – 99%;
  • Anteprojeto (20%) – pending!
    • problema de pesquisa – ok;
    • título – ok;
    • bibliografia inicial – ok;
    • leitura e escrita – pending!!

Tecido Acrobático (inaugurando a categoria!)

Desconheço a mulher que posa, mas achei a foto plasticamente bonita.

.com vocês, o balé aéreo em tecido.

Comecei a praticar Balé Aéreo em Tecido, ou Tecido Acrobático, em janeiro deste ano. Foi um encontro muito bom, por realizar um sonho de infância queria muito fazer aulas no circo, mas na época a grana era curta demais, mas principalmente porque tem sido uma forma muito gostosa de exercitar o corpo, trabalhar a segurança e tantas outras coisas.

Como dizem nos romances, o leitor atento poderá notar que eu deveria estar escrevendo meu diário de pesquisa, a esta hora. Já volto a isso. Mas é que há um tempo encontrei um documento introdutório bacana sobre o tecido, e volta e meia penso em postá-lo aqui, para não se perder, mas sempre esqueço. Decidi dar uma pausa rápida no estudo pra fazer isso e tirar uma pendência da cabeça.

Pics or didn't happen. u.u

Fazendo o Anjo.

É um texto acadêmico, mas apresenta algumas formas básicas do tecido, e pode ajudar, assim, a estabelecer uma terminologia comum para estes movimentos – e evitando confusões de comunicação que, já percebi, são meio comuns.

Então, vai! O Tecido Circense: Fundamentos para uma Pedagogia das Atividades Circenses Aéreas, de Marco Antonio Coelho Bortoleto e Daniela Helena Calça, pra quem quiser.

Por último, porém muito mais importante: essa atividade pra mim se transformou em sinônimo de ânimo e bem estar físico, me permitindo ganhar força corporal e vitalidade com movimentos que façam sentido (alguém aí se sentindo triste com o tédio da academia?). O melhor tipo de exercício, como tantas outras coisas, afinal, é assim: com significado. Recomendo.