XKCD – Highlighting. Ou: os usuários, por eles mesmos

XKCD - Highlighting

Dois aspectos de usabilidade:

  1. Quando ele deixa claro que não gosta quando não o deixam selecionar um texto (eu também não);
  2. No alt text, lê-se: “And if clicking on any word pops up a site-search for articles about that word, I will close all windows in a panic and never come back.”

“Testes de usabilidade”, gratuitos, por toda a internet, para quem quiser e puder procurar…

55 dias: ainda expandindo…

Em busca de um lugar para baixar o livro Search User Interface Design, do Max Wilson, encontrei slides de uma palestra dada por ele na University of Glasgow, para o grupo de Recuperação da Informação, em jullho de 2012, com esta temática:

O material tem detalhes bem interessantes, como taxonomia do design de uma interface de busca, com exemplos; detalhes de estudos feitos para avaliar melhores formas de interações e outras informações do gênero. Faz-me pensar que o livro pode valer a pena.

Taxonomia do Design para Interfaces de Usuário para Buscas:

  • Input features
    • search box
    • query-by-example
    • cluster / categories
    • taxonomies
    • facets
    • social annotations
  • Control features
    • query suggestions
    • corrections
    • sorting
    • filters
    • groupings
  • Informational features
    • Snippets
    • Usable info
    • Thumbnails
    • Previews
    • Relevance info
    • 2D & 3D visualization
    • Guiding numbers
    • Zero-click answers
    • Sign posting
    • Pagination
    • Social info
  • Personalisable features
    • Current-search
    • Persistent
    • Socialised

Ainda preciso terminar de olhá-lo. E de passar pra cá o que considero que pode ser interessante.

Tecido – apelidos

Às vezes tento pesquisar vídeos com exercícios de tecido, para ver se aprendo coisas novas, ver o que as pessoas conseguem fazer ou tentar mostrar movimentos que aprendi para outras pessoas. Isso pode ser uma tarefa difícil, porque não há exatamente um padrão quando o tópico é nomenclatura, tanto para o que é esta atividade, quando para as coisas feitas nela. Uma amostra de formas que já encontrei as pessoas se referindo à arte de se “pendurar” no tecido:

  • Tissu
  • Aerial silks
  • Aerial fabrics
  • Tela acrobática
  • Danza aerea en tela
  • Tecido acrobático
  • Balé aéreo em tecido

Vamos ver se encontro ainda outras formas, por aí, com o tempo…

Ah. E tudo isso porque eu ia dizer que na última aula aprendi a fazer uma “queda” que chamamos de Estrela, e fui atrás de algum vídeo que a mostrasse. Não encontrei – porque não sabia como buscar…

56 dias: metas atrasadas.

De acordo com o cronograma que tentei fazer, hoje e amanhã eu deveria focar em trabalhos relacionados. No entanto, ainda estou longe de terminar o referencial teórico…

Há alguns artigos do Nielsen que me parecem interessantes, mas que preciso avaliar quanto de fato poderão agregar ao TCC, para decidir se os leio agora ou não. Pensei em fazer uma priorização, mas não sei se farei algo de fato ou só os deixo para outra ocasião, tenho a sensação de que o TCC parecerá “pobre” se citar muitos artigos online desse tipo…

Outro dia sem render praticamente nada. Não posso fazer isso. >.<‘

Confesso: por incrível que pareça, estou perdida entre as leituras.

57 dias: Nielsen time!

Li alguns artigos no site do grupo Nielsen Norman ontem (por isso o post fala em 57 dias), há ainda outros a ler. Um resumo dos que considerei melhores par ao trabalho, até o momento:

Usability 101: Introduction to Usability (2012) – Outra boa introdução à usabilidade, em linguagem simples e direta, trazendo:

  • o que é: a usabilidade, como já falei aqui no blog, diz respeito à facilidade de uso de uma interface. Além das já conhecidas características (facilidade de aprendizado, eficiência, memorização, erros e satisfação), Nielsen lembra do aspecto da utilidade – não adianta ser fácil e satisfatório, se não atende às necessidades do usuário;
  • por que preocupar-se com ela: uma interface com uma usabilidade ruim, ou que não atenda às demandas de seus usuários, na web, os levará a abandonar o site em questão: há uma série de outras plataformas que podem lhes ajudar a resolver seus problemas e que estão concorrendo por sua atenção, afinal;
  • como melhorá-la: há diversas formas de fazê-lo, mas uma das mais básicas e funcionais são os testes de usabilidade, com usuários reais, observando como eles de fato interagem com o sistema;
  • quando trabalhá-la: ao longo de todo o projeto de construção ou reconstrução de um design, desde o início, de modo iterativo. Caso se trate de um redesign, deve-se primeiro testar a interface antiga, também, para entender o que funciona e o que não;
  • e onde realizar os testes: depende da frequência. Para projetos que realizam testes semanais, um laboratório de usabilidade pode ser bem vindo, mas em outros casos qualquer lugar em que seja possível sentar com um usuário e observá-lo usando o sistema sem distrações estará de bom tamanho.

Top 10 Mistakes in Web Design (2011) – O site do grupo Nielsen Norman tem várias listas – erros e boas práticas em design, bizarrices de UI mostradas em filmes, há de tudo. Esta é a lista dos piores erros já listados por outras listas deles, quando o assunto é web design. Estrelando:

  • Busca ruim – buscas que levam tudo ao pé da letra ou não encontram produtos, definitivamente, não cumprem seu propósito;
  • PDFs para leituras online – se o material é curto, transforme-o em uma página, PDFs não são o melhor em termos de usabilidade;
  • Não mudar a cor de links já visitados (ou destacá-los de algum modo) – o que deixa os usuários perdidos em relação a sua naveção pelo site;
  • Blocos de texto – ou texto não “escaneável: a escrita para plataformas online não é a mesma que para textos escritos – é importante adaptar-se para melhorar a legibilidade;
  • Tamanho fixo de fonte – não permitir que os usuários reescalem as fontes do site, além de ser ruim para a usabilidade e acessibilidade, eventualmente impedindo que usuários com problemas de visão acessem seu conteúdo, ainda é uma afronta do ponto de vista de tirar do usuário um controle que ele habitualmente tem, através dos comandos de seu navegador;
  • Títulos de página que ficam ruins em busca – eles precisam ser curtos e informativos, para fazerem sentidos nas (famosas) SERPs;
  • Colocar elementos que pareçam propaganda – as pessoas aprenderam a ignorar anúncios, então, evite que elas ignorem coisas importantes em sua página só porque parecem com propagandas;
  • Violar convenções de design – se há padrões ou convenções, além de haver um bom embasamento para tal, ocorre o simples fato de que vários lugares o estarão usando, então é bem provável que seus usuários já estarão acostumados com eles – e esperando que funcionem como devem!
  • Abrir novas abas no navegador – para Nielsen, a questão é simples: seus usuários estão acostumados a navegador entre conteúdos utilizando o recurso de “voltar” do navegador. Então, esperam ir para outra página ao clicar em um link. Se eles quiserem voltar para sua página, eles voltam. Eu, particularmente, sempre abro em nova aba. Até usava esse padrão aqui no blog, me senti sem jeito lendo as observações de Nielsen. Talvez pesquise algo mais a respeito, para ver se todos concordam com ele;
  • Não responder às questões e demandas dos usuários – não listar preços, valores ou funcionalidades, ter informações difíceis de encontrar, tudo isso leva os visitantes a: irem embora, procurarem o que querem em outro lugar. Caso se trate de um sistema que eles precisam usar, então o que ocorre é uma perda em produtividade. Ou seja, isso não é bom em caso algum.

10 Good Deeds in Web Design (1999) – Mais dez sugestões importantes de aspectos de design para sites, incluindo: como devem ser seus títulos, importância de haver sempre marca da empresa, melhor forma de exibir miniaturas de imagens de produtos, importância de oferecer uma busca.

Um aspecto dito em vários artigos online de Nielsen ou que o citam é a Lei de Jakob da Experiência de Usuário para a Web: os usuários passam a maior parte de seu tempo em outros sites. Assim, eles esperarão que o seu se comporte como a maioria dos lugares que visita.

58 dias: Design of search user interfaces

Hearst, Marti. Capítulo 1 – The Design of Search User Interfaces.

Destaques interessantes (perdoem, estou fazendo fichamentos aqui):

The job of the search user interface is to aid users in the expression of their information needs, in the formulation of their queries, in the understanding of their search results, and in keeping track of the progress of their information seeking efforts.

Some important reasons for the relative simplicity and unchanging nature of the standard Web search interface are:

  • Search is a means towards some other end, rather than a goal in itself. When a person is looking for information, they are usually engaged in some larger task, and do not want their flow of thought interrupted by an intrusive interface.
  • Related to the first point, search is a mentally intensive task. When a person reads text, they are focused on that task; it is not possible to read and to think about something else at the same time. Thus, the fewer distractions while reading, the more usable the interface.
  • Since nearly everyone who uses the Web uses search, the interface design must be understandable and appealing to a wide variety of users of all ages, cultures and backgrounds, applied to an enormous variety of information needs.

Although today’s standard search is a big improvement in usability over older command-line based Boolean systems, there is evidence that keyword querying is not initially intuitive. In fact, the literature suggests that people who are new to using search engines tend to start by asking a natural language question (Bilal, 2000Schacter et al., 1998). Novice searchers must learn to expect that a query will not yield immediately usable results, and that they must scan search results lists, navigate through Web sites and read through Web pages to try to find the information they seek. A study by Pollock and Hockley, 1997 found that, for novice searchers, the notion of iterative searching was unfamiliar. Some study participants assumed that if their first attempt failed then either they were incapable of searching or the system did not contain information relevant to their interest.

“The job of the search user interface is to aid users in the expression of their information needs, in the formulation of their queries, in the understanding of their search results, and in keeping track of the progress of their information seeking efforts.” “An important quality of a user interface (UI) is its usability, a term which refers to those properties of the interface that determine how easy it is to use. Shneiderman and Plaisant, 2004 identify five components of usability, restated by Nielsen, 2003b as:”

  • Learnability: How easy is it for users to accomplish basic tasks the first time they encounter the interface?
  • Efficiency: How quickly can users accomplish their tasks after they learn how to use the interface?
  • Memorability: After a period of non-use, how long does it take users to reestablish proficiency?
  • Errors: How many errors do users make, how severe are these errors, and how easy is it for users to recover from these errors?
  • Satisfaction: How pleasant or satisfying is it to use the interface?

Serra, Raquel cita as mesmas.

In user-centered design, decisions are made based on responses obtained from target users of the system.

Needs assessment; task analysis; scenarios.

There are usually several good solutions within the interface design space, and the task of the designers is to navigate through the design space until reaching some “local optimum.” The iterative process allows study participants to help the designers make decisions about which paths to explore in that space. Experienced designers often can begin the design near a good part of the solution space; less experienced designers need to do more exploration. Designing for an entirely novel interaction paradigm often requires more iteration and experimentation. Evaluation is part of every cycle of the user-centered design process.

Hearst cita um artigo de Nielsen de 1989 em que ele apresenta a ideia de tais testes de usabilidade feitos com poucos usuários. Pesquisei e encontrei dois artigos mais recentes de Nielsen em que ele discute tal ideia, acho que vale a pena lê-los:

Discount usability for the web (1997)

Discount Usability: 20 Years (2009)

Shneiderman et al., 1997 specifies eight design desiderata for search user interfaces generally (re-ordered below):

  • Offer informative feedback.
  • Support user control.
  • Reduce short-term memory load.
  • Provide shortcuts for skilled users.
  • Reduce errors; offer simple error handling.
  • Strive for consistency.
  • Permit easy reversal of actions.
  • Design for closure.

Detalhamento desses pontos:

Because the search task is so cognitively intensive, feedback about query formulation, about the reasons the particular results were retrieved, and about next steps to be taken is critically important.

  • Offer efficient and informative feedback
    • show search results immediately – at least a few initial results should be shown. This helps searchers understand if they are on the right track or not, and also provides them with suggestions of related words that they might use for query reformulation. Many experimental systems make the mistake of requiring the user to look at large amounts of helper information, such as query refinement suggestions or category labels, before viewing results directly.
    • show informative document surrogates; highlight query terms – information about the document and why it was retrieved, such as the title, the URL, and a textual summary; this information is referred to as the document surrogate. (…) An important form of feedback in search results listings is to include the terms from the query in the document surrogates in order to show how the retrieved document relates to the concepts expressed in the query. (…) Research shows that summaries are most informative if they contain the query terms shown in their context from the document (Tombros and Sanderson, 1998White et al., 2003a). […] Term highlighting refers to altering the appearance of portions of text in order to make them more visually salient, or “eye-catching” (…) This helps draw the searcher’s attention to the parts of the document most likely to be relevant to the query, and to show how closely the query terms appear to one another in the text. However, it is important not to highlight too many terms, as the positive effects of highlighting will be lost (Kickmeier and Albert, 2003). […] There is an inherent tradeoff between showing long, informative summaries and minimizing the screen space required by each search hit. ((Ela diz isso, mas não entra em mais detalhes, nem cita fontes. Entretanto, sinto a mesma coisa em relação ao fazDelivery, mesmo como usuária: gostaria de ver mais resultados de uma única vez.)). Hearst cita o BioText para mostrar uma interface de document surrogate rica. Tive duas ideias para a interface do FD a partir disto – tornar a expansão da descrição de cada item opcional; e mostrar sugestão de termos para busca – podem ser termos mais populares ou que queiramos destacar;
    • allow sorting of results by various criteria – Como esta é a parte que mais me interessa, e ela fala pouco, copio todo o trecho (grifos meus): Another effective form of feedback in the display of search results allows for the dynamic sorting of search results according to different ranking criteria (e.g., recency, relevance, author, price, etc.). An effective interface for displaying results sortable along several dimensions at once uses a sortable columns format, as seen in email search interfaces, some product search, and some bibliographic search (see Figure 1.3). With this view, users can sort results according to different criteria, while being able to visually compare those criteria, because the changes are directly visible (Reiterer et al., 2000Cutrell et al., 2006b). This kind of view is typically more effective than showing choices hidden behind drop-down menus. Grouping search results by categories is also an effective form of feedback, as discussed in the section below on integrating navigation and search.;
    • Show query term suggestions – ela fala muito em sugestões para refinar busca, tanto dinâmicas quanto pós busca realizada. Não sei quanto poderei fazer isso com o fazDelivery, já que não pretendo mexer no algoritmo do motor de busca em si, mas talvez seja um bom trabalho futuro incluir algo do gênero;
    • Use relevance indicators sparingly – no geral, a ordem vertical de aparecimento dos resultados já passa ao usuário uma boa ideia de relevância de documentos, de modo que é bom ser cuidadoso com outros tipos de indicadores de relevância (e, em especial, com o entendimento que usuários farão deles). Por outro lado, informações visuais sobre avaliações de outros usuários – como estrelas – podem ser úteis.
    • Support rapid response – para sistemas de propósito geral, especialmente quando há sugestões dinâmicas, busca exploratória e muita interação, é importante que o tempo de resposta seja curto, permitindo ao usuário fazer mais buscas até se aproximar dos resultados desejados, por exemplo, sem interromper o fluxo de pensamentos do usuário enquanto ele faz sua pesquisa. Por outro lado, para sistemas mais especializados, em que normalmente o resultado final já é a resposta desejada pelo o usuário, este se mostra mais disposto a esperar. Neste caso, é importante, entretanto, dar algum tipo de feedback que indique que o sistema está processando a requisição feita.
  • Balance user control with automated actions – há dois aspectos que se relacionam mais fortemente com esse balanço:
    • Rank ordering in web search (ordenamento de resultados em buscas feitas na web) – torna-se difícil exigir que os usuários entendam em detalhes o funcionamento de um motor de buscas, para que possam calibrar suas opções de acordo com suas necessidades. Nesse caso talvez o fazDelivery esteja até bem, pois, por se tratar de uma coleção mais específica, é mais fácil entender os pesos do que é relevante – e.g., peso, distância, tempo de entrega. Ainda assim, atualmente a apresentação de tais filtros de reordenamento não está muito boa.
    • Query transformations –  Hearst discute a questão das adaptações aos termos de consulta feitas automaticamente pelos motores de busca. Elas costumas ajudar, (…) But if the system consistently overrules the user’s intention, the user may become justifiably frustrated. — Ainda assim, como aqui provavelmente entraria um caso de mexer no motor da busca em si, não devo trabalhar com este ponto.
  • Reduce short-term memory load
    • Suggest the search action in the entry form – esta é uma prática que nem sempre funciona bem no design de formulários extensos (especialmente quando se omite títulos dos campos, substituindo-se pelos termos escritos em seus próprios campos – mais detalhes em vários links na internet, como neste da Pardot: Placeholders are not Substitutes for Labels), mas que pode funcionar bem
    • Support simple history mechanisms – mostrar pesquisas recentes ou páginas recentemente visitadas, por exemplo, é uma forma de auxiliar isto
    • Integrate navigation and search – A well-established principle of human memory is that it is often easier to recognize a word or name than it is to think up that word. (…) Browsable information structures, such as links on a Web site or a table of contents for a book, give an overview of the contents of a collection, allowing the searcher to navigate to the information of interest by following links or narrowing by selecting categories. Information structures can also impose an organization on the results of search. To be fully effective, navigation interfaces should allow the user to interleave keyword queries within existing information structures, smoothly integrating navigation with search. This means that after a keyword search, results should be organized into the navigation structure, and that after navigation steps, keyword search should be available over the current subset of information items. [categories] can also be used for ordering and sorting search results. Hearst também cita a navegação por categorias multifacetadas como um bom approach para dar um bom controle e refinamento para os usuários, mas não sei se conseguiria implementar algo assim para o fazdelivery trabalhando apenas do ponto de vista da interface…
  • Provide shortcuts
    • Além dos tradicionais atalhos de teclado, para buscas são comuns outras formas de atalhos, por assim dizer, como mostrar outros sub-domínios para links mostrados entre os resultados, ou, por exemplo, no caso do fazDelivery, quando sugerimos diretamente um estabelecimento, quando o termo buscado coincide com o nome do mesmo. In a sense, this kind of intention prediction is a form of shortcut, eliminating the need for the user to know precisely how to specify a command, and also reducing the need to navigate to external Web pages to find the desired information.
  • Reduce errors
    • Avoid empty results sets – uma forma de evitar isto é prover previsão de resultados para consultas (por exemplo, no caso das navegações multifacetadas, funciona bem), ou oferecer sugestão de correção para termos escritos erroneamente.
    • Address the vocabulary problem – Hearst explica que um estudo feito por Furnas apontou que, para pessoas dentro de uma mesma área de atuação, objetos ou tarefas comuns têm uma probabilidade bastante pequenas de serem nomeados da mesma forma. Isto significa que o autor de um determinado documento ou site pode não usar os mesmos termos para se referir ao seu conteúdo que a pessoa buscando por ele. Expansão de termo (term expansion), no caso de buscas, e card sorting para escolha de “rótulos” para ícones, categorias e botões podem ser técnicas úteis para endereçar tal problema.
  • Recognize the importance of small details – coisas como tamanho de frases de dicas ou sugestões ou pré-concepções acerca do funcionamento da busca podem alterar muito como os usuários entendem e reagem a uma busca. Por exemplo, quando a sugestão para termos escritos incorretamente do google era muito grande, poucas pessoas a notavam. Também observa-se que, atualmente, as pessoas naturalmente esperam que os primeiros resultados retornados sejam mais relevantes para sua consulta.
  • Recognize the importance of aesthetics in design – vários estudos sugerem que as pessoas tendem a ter uma melhor experiência com interfaces que são melhor planejadas esteticamente, tanto do ponto de vista de satisfação com interface quanto em relação a tempo para realização das buscas ou avaliação da relevância dos resultados: “Nakarada-Kordic and Lobb, 2005 report that viewers persevere longer in a search task on Web sites whose design appeals to them.”

Diretrizes importantes, exemplos úteis e uma série que referências, que ainda me levaram para outros lugares. Anotei algumas ideias para trabalhos futuros ou para a interface do fazDelivery em si – ou que creio que já fazemos de um modo legal. Acho que destaquei coisa demais e tenho medo de só me basear em Hearst, mas é uma leitura que vale a pena para quem quer começar a mexer com interfaces de busca.

59 dias: prefácio – search user interfaces

/* Entreguei o anteprojeto! Bonitinho, assinadinho. Até colorido foi. */

Citações que merecem destaque – talvez possa usá-las na monografia:

“Today, search is fully integrated into operating systems and is viewed as an essential part of most information systems.”

“This is a fast-changing field, and any attempt to summarize the state-of-the-art will no doubt soon be proven obsolete. Nonetheless, certain principles and techniques seem to hold steady over the years, and there is much that is now known about search interfaces that should stand for at least the near future.”

Related books: (…) Designing Web Navigation, Optimizing the User Experience, by Kalback and Gufstafson, O’Reilly Media, 2007, which discusses navigation design for web sites.

Ela fala que, à época da escrita do livro, não havia livros focados especificamente na interface de usuário dos sistemas de busca. Nesse sentido, talvez seja bom se eu conseguir ler o Search User Interface Design, do Max L. Wilson, de 2011, para complementar a pesquisa para o projeto.

Falando em leitura, a partir da apresentação dos capítulos que ela faz, parece-me que terei de ler, no mínimo, os capítulos 1 – 6, 8 e 10. O 1 e o 5 já li, mas não fiz um bom fichamento, então é melhor reler.

Edit: ~8 páginas lidas. Faltam 70 para chegar à meta diária.

60 dias: pouco e muito tempo

Fui encontrar João Rocha, co-orientador, para pegar assinatura dele pro anteprojeto. Amanhã o entrego a Marco (professor de TCC I) e essa etapa (que deveria ser inicial e já deveria ter terminado há eras, visto que estou fazendo as duas disciplinas ao mesmo tempo) finalmente se encerra.

Não consegui fazer mais muita coisa hoje, mas sentei para pensar o cronograma diário, que estou devendo para Trícia desde dia 14, já (ao menos, foi nesse dia que ela me falou dele). A próxima entrega (estou em verdade com uma atrasada, a deste último sábado) é agora dia 2 de outubro.  Consigo pensar razoavelmente bem (sem muito detalhamento diário) o que preciso fazer até lá. E consigo pensar – cara, é pouco tempo, preciso render perfeitamente ou não irei conseguir.

Mas daí em diante – quando deixo de ter um prazo de ~1 semana e passa a ser pouco mais de 1 mês, já me perco. Sei de algumas coisas que preciso fazer – imagino que terei de fazer no período -, entretanto, como aumentar a granularidade, quebrar isso em tarefas diárias? Além de falta de prática, acho que o outro problema é pouco embasamento – ainda! A data mais apertada é justamente a do Referencial Teórico, e estou muito atrasada nas leituras…

Estou fazendo em parte no papel, em parte no Google Agenda. Eis o que saiu, até o momento:

cronograma!

Entregas, prazos, atividades.

Corre e foca, Juliana… >.<

61 dias: esqueleto da apresentação com o Beamer (LaTeX)

Uma das exigências da professora de TCC II é que façamos uma construção incremental tanto do documento da monografia quanto da apresentação. Para este sábado que passou, eu precisava ter entregado as primeiras versões de ambas as coisas, já com o Referencial Teórico. Estou atrasada nisso; havia construído uma primeira versão do índice para a monografia e hoje, enquanto criava o esqueleto da apresentação, fui pensando como seria a estrutura, a partir dele.

Deu um pouco de trabalho para me entender com o Beamer, porque o LaTeX precisa compilar duas vezes para conseguir mostrar corretamente o sumário, nessas apresentações (a tableofcontents) e eu não lembrava disso. Depois o índice ficou grande demais e precisei dividi-lo em duas colunas, para ficar ok. Para tanto: usar o pacote multicol e, no frame do sumário, acrescentar:

\begin{multicols}{2} % indica em quantas colunas dividir \tableofcontents \end{multicols}

Fica o registro dessa primeira versão. Amanhã (que já é hoje) preciso render mais…

Estrutura da apresentação do TCC

Primeira versão da estrutura da apresentação

Acho que o processo me ajudou a amadurecer um pouco o que precisa aparecer na monografia. Amanhã vou fechar o ciclo e repensar as seções do índice – mas, principalmente, ler. E ver um cronograma. Agora também eu começo a sentir falta dele.

Vídeo: Google Tech Talk: Search User Interfaces (Marti Hearst)

Nesta palestra Hearst dá uma espécie de visão geral de seu livro, com aprofundamentos em alguns capítulos que considerou mais chave, dada a limitação de tempo.

Um dos capítulos que ela escolhe é o segundo, que trata sobre a avaliação de interfaces de busca. Ela destaca alguns tipos de avaliação normalmente feitos ao longo do processo de desenvolvimento de uma nova interface:

  • Informal (discount) usability testing
  • Formal laboratory studies
  • Field studies
  • Longitudinal studies – trata-se de um estudo feito em um longo período de tempo, com os mesmo usuários, que permite observar como suas impressões objetivas da interface mudam, na medida em que ganham mais familiaridade com a mesma. Hearst sugere que se faça mais esse tipo de teste – não sei se conseguirei, dadas as circunstâncias de tempo e quantidade de usuários, mas, se não conseguir, pode ser um bom trabalho futuro a ser realizado para o trabalho.
  • Log file analysis
  • Large-scale testing (A/B testing, bucket testing, parallel flights)

Às vezes pode ser importante reconhecer que o design proposto só funciona bem para alguns tipos de tarefas.

Outro ponto que ela destaca é que é importante escolher um grupo de usuários que combine com o tipo de ambiente que se está propondo – é necessário que sejam pessoas motivadas e que gostem do que se trata, do contrário, suas respostas serão muito enviesadas, não necessariamente devido a sua experiência com a interface, mas porque não têm interesse no assunto que ela aborda. Uma forma de lidar com isso é dar opções de tarefas a serem realizadas, de modo que possam escolher a(s) que lhe(s) interessa(m) mais.

Tudo indica que esta lista será muito útil para a etapa do projeto de testes – e design – da nova interface. Ela cita alguns artigos sobre o assunto, que estão no livro também e podem ser fonte de referência e inspiração.

Pra mim a parte sobre avaliação acabou sendo a mais interessante do vídeo. Ela também aborda a questão da construção das queries e como apoiá-las, mas, talvez porque não pretendo trabalhar muito com esse tópico, não me chamou tanto atenção. Outros capítulos abordados foram integração entre busca e navegação, visualização de buscas, personalização e futuras tendências – esta última parte ela aborda em mais detalhes, e talvez de modo mais atualizado, no artigo ‘Natural’ Search Interfaces, de 2011.

Como disse, serviu para ter ideias sobre testes e avaliações – e para me dizer que realmente preciso ler logo esse livro, se pretendo chegar a algum lugar com este trabalho.