57 dias: Nielsen time!

Li alguns artigos no site do grupo Nielsen Norman ontem (por isso o post fala em 57 dias), há ainda outros a ler. Um resumo dos que considerei melhores par ao trabalho, até o momento:

Usability 101: Introduction to Usability (2012) – Outra boa introdução à usabilidade, em linguagem simples e direta, trazendo:

  • o que é: a usabilidade, como já falei aqui no blog, diz respeito à facilidade de uso de uma interface. Além das já conhecidas características (facilidade de aprendizado, eficiência, memorização, erros e satisfação), Nielsen lembra do aspecto da utilidade – não adianta ser fácil e satisfatório, se não atende às necessidades do usuário;
  • por que preocupar-se com ela: uma interface com uma usabilidade ruim, ou que não atenda às demandas de seus usuários, na web, os levará a abandonar o site em questão: há uma série de outras plataformas que podem lhes ajudar a resolver seus problemas e que estão concorrendo por sua atenção, afinal;
  • como melhorá-la: há diversas formas de fazê-lo, mas uma das mais básicas e funcionais são os testes de usabilidade, com usuários reais, observando como eles de fato interagem com o sistema;
  • quando trabalhá-la: ao longo de todo o projeto de construção ou reconstrução de um design, desde o início, de modo iterativo. Caso se trate de um redesign, deve-se primeiro testar a interface antiga, também, para entender o que funciona e o que não;
  • e onde realizar os testes: depende da frequência. Para projetos que realizam testes semanais, um laboratório de usabilidade pode ser bem vindo, mas em outros casos qualquer lugar em que seja possível sentar com um usuário e observá-lo usando o sistema sem distrações estará de bom tamanho.

Top 10 Mistakes in Web Design (2011) – O site do grupo Nielsen Norman tem várias listas – erros e boas práticas em design, bizarrices de UI mostradas em filmes, há de tudo. Esta é a lista dos piores erros já listados por outras listas deles, quando o assunto é web design. Estrelando:

  • Busca ruim – buscas que levam tudo ao pé da letra ou não encontram produtos, definitivamente, não cumprem seu propósito;
  • PDFs para leituras online – se o material é curto, transforme-o em uma página, PDFs não são o melhor em termos de usabilidade;
  • Não mudar a cor de links já visitados (ou destacá-los de algum modo) – o que deixa os usuários perdidos em relação a sua naveção pelo site;
  • Blocos de texto – ou texto não “escaneável: a escrita para plataformas online não é a mesma que para textos escritos – é importante adaptar-se para melhorar a legibilidade;
  • Tamanho fixo de fonte – não permitir que os usuários reescalem as fontes do site, além de ser ruim para a usabilidade e acessibilidade, eventualmente impedindo que usuários com problemas de visão acessem seu conteúdo, ainda é uma afronta do ponto de vista de tirar do usuário um controle que ele habitualmente tem, através dos comandos de seu navegador;
  • Títulos de página que ficam ruins em busca – eles precisam ser curtos e informativos, para fazerem sentidos nas (famosas) SERPs;
  • Colocar elementos que pareçam propaganda – as pessoas aprenderam a ignorar anúncios, então, evite que elas ignorem coisas importantes em sua página só porque parecem com propagandas;
  • Violar convenções de design – se há padrões ou convenções, além de haver um bom embasamento para tal, ocorre o simples fato de que vários lugares o estarão usando, então é bem provável que seus usuários já estarão acostumados com eles – e esperando que funcionem como devem!
  • Abrir novas abas no navegador – para Nielsen, a questão é simples: seus usuários estão acostumados a navegador entre conteúdos utilizando o recurso de “voltar” do navegador. Então, esperam ir para outra página ao clicar em um link. Se eles quiserem voltar para sua página, eles voltam. Eu, particularmente, sempre abro em nova aba. Até usava esse padrão aqui no blog, me senti sem jeito lendo as observações de Nielsen. Talvez pesquise algo mais a respeito, para ver se todos concordam com ele;
  • Não responder às questões e demandas dos usuários – não listar preços, valores ou funcionalidades, ter informações difíceis de encontrar, tudo isso leva os visitantes a: irem embora, procurarem o que querem em outro lugar. Caso se trate de um sistema que eles precisam usar, então o que ocorre é uma perda em produtividade. Ou seja, isso não é bom em caso algum.

10 Good Deeds in Web Design (1999) – Mais dez sugestões importantes de aspectos de design para sites, incluindo: como devem ser seus títulos, importância de haver sempre marca da empresa, melhor forma de exibir miniaturas de imagens de produtos, importância de oferecer uma busca.

Um aspecto dito em vários artigos online de Nielsen ou que o citam é a Lei de Jakob da Experiência de Usuário para a Web: os usuários passam a maior parte de seu tempo em outros sites. Assim, eles esperarão que o seu se comporte como a maioria dos lugares que visita.

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