Mudanças

A partir de hoje, não faço mais parte da equipe da SECTI. Foi uma aventura para a qual eu, de início, não sabia se estaria pronta. De fato, não estava. Acho que nunca chegamos prontos nos lugares. A vivência e a experiência é que nos ajudam a fortalecer, despertar, trabalhar as habilidades que são requeridas de nós, nas jornadas em que nos metemos por esta vida afora.

E, por isso, sou grata. Sou agora uma pessoa com mais XP! =] Tive oportunidades excelentes durantes estes dois anos – eventos únicos, pessoas dentro e fora da SECTI, iniciativas pioneiras em nosso estado… Ampliei meus horizontes enquanto pessoa e enquanto profissional, eduquei-me um bocado politicamente – no sentido mais amplo da palavra, de luta. Foram dois anos muito ricos, e hoje estou mais próxima de ser a pessoa que busco ser, nesse mundo – e a SECTI faz parte disso.

Mas sou grata também à transitoriedade da vida, que me chacoalha vez ou outra, e me dá a difícil bênção de não me acomodar por tempo demais. É hora de juntar todos os crescimentos e aprendizados, as consciências que elaborei, e descobrir como posso contribuir ainda mais para criar mundos diferentes… E que venham as próximas aventuras! /o/

Reflexões sobre bikes e convivência – no asfalto e fora dele

Eu vejo um vídeo de um motorista de ônibus agredindo a um ciclista, depois de os dois se desentenderem no trânsito. O motorista, com o que parece ser uma barra de ferro, bate na bicicleta, principalmente. Várias vezes. Então ele se afasta, e o ciclista pega e decide que vai entrar no ônibus com a bicicleta (para acompanhar o motorista até a garagem e prestar queixa? para garantir que não deixará escapar a informação de quem fez aquilo com ele, caso o veículo vá embora?). Cobrador e motorista usem-se para expulsá-lo do ônibus. Novamente, de forma agressiva.

Nesse momento outras pessoas da rua (além da que filma) começam a ir pra cima, para intervir e evitar que a situação se agrave. Obviamente todos os ânimos estão exaltados.

O trânsito fica bagunçado, as pessoas ficam bagunçadas.

Eu pedalo pelas ruas de Salvador com alguma frequência. Já pedalei um pouco por outras cidades – Porto Alegre, Criciúma e algums próximas, Pelotas, subindo o litoral norte aqui na Bahia, Sófia, Barcelona. É impossível dizer que nunca vi atitudes claramente agressivas de motoristas contra ciclistas. Contra mim.

Mas também é impossível dizer que nunca vi atitudes agressivas e irresponsáveis de ciclistas – muitas vezes, compartilhadas em vídeos como se fossem sinônimo de liberdade e.. não sei o que mais – furar sinal com pessoas atravessando na faixa, passar de forma irresponsável em espaços muito estreitos entre carros, passar em alta em lugares de saída de carros. Ser desrespeitosos com pedestres que estão na ciclovia (qualquer semelhança com situações paralelas não é mera coincidência).

E também já vi muitos motoristas sendo gentis e atenciosos comigo. Já fui cumprimentada por cobrador de ônibus que sempre passa quando estou indo pro trabalho de bike. Já fui “escoltada” em cruzamentos mais perigosos. Tive a sorte de, nas duas vezes em que caí por conta de motoristas desatentos, eles pararam para ver como eu estava e prestar socorro.

Tive o azar de já levar fino de ônibus. MUITO fino. Tive a tristeza de ser cortada por carrão me xingando. Passei raiva com pedestre me zoando por eu passar apitando em ciclovia. Passei sustos absurdos por ciclistas virem na contramão e não saírem, mesmo me vendo. Ou por, pior – jogarem a bike em cima de mim, mesmo sem necessidade.

O trânsito – na ciclovia ou no asfalto – é lugar de convivência. E a boa convivência – pasmem – é resultado de um conjunto de fatores. Respeito. Cuidado. Compreensão. Atenção. Responsabilidade. Acolhimento. Reconhecimento.

Não acredito que motoristas são especialmente seres piores do que ciclistas. Porque continuam sendo pessoas. E porque, como disse, vejo muito ciclista fazendo muita coisa bem ruim. Acredito, por outro lado, que motoristas têm aprendido ao longo de décadas que o asfalto é lugar deles. E que, em uma sociedade que NÃO ensina a conviver e NÃO ensina a compartilhar espaços… Todos nós não sabemos conviver, nem compartilhar espaços – é só ver como muito ciclista age com pedestres ou outros carros, quando está em situação de vantagem, para vermos que todos padecemos dessa habilidade de deixar o que consideramos ser direito apenas nosso nos subir à cabeça.

Apesar de entender que as bikes são MUITO mais frágeis do que quase todos os outros elementos do trânsito – ou talvez por isso mesmo -, NÃO acredito que nos tornarmos mais agressivos, ou criarmos uma visão de que motoristas são iminentemente nossos inimigos, irá nos ajudar em algo.

Mais uma vez, e novamente, desconheço a habilidade do aumento da segregação para construir pontes.

Vou continuar achando que a saída não é ver motoristas como inimigos. Acho que estamos deixando de ver elementos importantes dessa “disputa”, se enxergamos as coisas desse modo…

Utilidades: IDEs online

Nos últimos tempos, por conta de uma mistura de fatores, voltei a me debruçar sobre programação não apenas como parte de meu trabalho, mas também estudando algoritmos e fazendo desafios (através do www.hackerrank.com, e até o momento tem sido uma experiência legal).

Como por preguiça estou sem ambiente de programação no computador de casa, estou buscando IDEs online quando preciso fazer testes para entender o que fez minha resposta aos desafios falharem. Buscando algumas, encontrei umas quantas que vão logo pedindo para nos cadastrarmos, antes de termos acesso à interface de programação. E encontrei duas (não fiz uma busca profunda) que têm a opção do cadastro, mas deixam você ir programar sem isso, se não se importar de correr o risco de perder seu código.

Para não perder o hábito de compartilhar coisas que considero úteis, e para não perder mais as ferramentas – pois hoje, quando precisei, já não sabia qual eu havia usado anteriormente, é que surgiu este post. Então, anota aí comigo:

Ambas permitem escolher dentre uma série de linguagens, e informam o compilador utilizado. Confesso que até o momento só usei a primeira, mas é sempre bom ter mais de uma opção. E, se você quiser algo mais robusto, pode usar o c9.io, que, dentre outras coisas, permite criar uma máquina virtual para rodar o código – se você está criando algo que é dependente do ambiente – digamos, por conta de restrições de memória, plataforma, sei lá – esta seria uma boa opção.

Então é isso! Continuo por aí. E por aqui. Vida longa e próspera.