Kindred, by Octavia Butler (1979)

/** So, last year I wrote this essay for one of my uni subjects – I miss that course. 😦 And these days I was checking this blog, with all the dust and cob webs, and decided to add this and another essay here. Because they’re decent enough to be shared, I believe. Enjoy 😛 Beware, they’re a few pages long, so I’ll probably add just the beginning and attach a pdf. wonders… */

Kindred, written by Octavia Butler, is a first person narrative where a modern day African American writer unwillingly travels back in time to find herself amidst the realities of a southern plantation, circa 1815. Emancipation and other liberation laws will only happen almost 50 years later.

The novel opens with “I lost an arm on my last trip home. My left arm.” This is the first information the reader receives, in the Prologue, along which we don’t get to know much else about what happened; who is the person telling that; nor with whom is that character protagonist speaking. With that, Butler manages to put us in a state of confusion, trying to put together whatever pieces of information show up, in these first pages. This reminds me of what Toni Morrison explains was her goal with Beloved (1987), in its Foreword:

[…] there would be no “introduction” […] into the novel. I wanted the reader to be kidnapped, thrown ruthlessly into an alien environment as the first step into a shared experience with the books population – just as the characters were snatched from one place to another, from any place to any other, without preparation or defense. (MORRISON, 1987. Foreword)

And Kindred in itself does that not only to the reader, but as well and all over again with Edana, the protagonist and the subject to untimely, unwanted, unwarned time travels to a plantation in the Antebellum South.

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Das (im)possibilidades da leitura

Anotações meio soltas, enquanto estudo o capítulo O Leitor, do livro O Demônio da Teoria, de Antoine Compagnon…

  • Textos acadêmicos
  • interpretações
  • significados que escorrem, não grudam
  • quando estamos prontos?
  • multiplicidade de significados de cada palavra, e de cada sintaxe
  • Estação Atocha no meio disso tudo
  • pacto de leitura – retomada de conceitos vistos em na oficina de produção de textos…?

“[…] a obra literária tem dois pólos, […] o artístico e o estético: o pólo artístico é o texto do autor e o pólo estético é a realização efetuada pelo leitor. Considerando esta polaridade, é claro que a própria obra não pode ser idêntica ao texto nem à sua concretização, mas deve situar-se em algum lugar entre os dois. Ela deve inevitavelmente ser de caráter virtual, pois ela não pode reduzir-se nem à realidade do texto nem à subjetividade do leitor, e é dessa virtualidade que ela deriva seu dinamismo. Como o leitor passa por diversos pontos de vista oferecidos pelo texto e relaciona suas diferentes visões e esquemas, ele põe a obra em moimento, e se põe ele próprio igualmente em movimento.” (Iser, Der Akt des Lesens, p. IX. apud Compagnon, Antoine – O Demônio da Teoria, p. 149)

Mas ocorre que este próprio comentário, por mais que nos seduza e ressoe em nós, também pressupõe estilos de leitura e de recepção, já.