Das (im)possibilidades da leitura

Anotações meio soltas, enquanto estudo o capítulo O Leitor, do livro O Demônio da Teoria, de Antoine Compagnon…

  • Textos acadêmicos
  • interpretações
  • significados que escorrem, não grudam
  • quando estamos prontos?
  • multiplicidade de significados de cada palavra, e de cada sintaxe
  • Estação Atocha no meio disso tudo
  • pacto de leitura – retomada de conceitos vistos em na oficina de produção de textos…?

“[…] a obra literária tem dois pólos, […] o artístico e o estético: o pólo artístico é o texto do autor e o pólo estético é a realização efetuada pelo leitor. Considerando esta polaridade, é claro que a própria obra não pode ser idêntica ao texto nem à sua concretização, mas deve situar-se em algum lugar entre os dois. Ela deve inevitavelmente ser de caráter virtual, pois ela não pode reduzir-se nem à realidade do texto nem à subjetividade do leitor, e é dessa virtualidade que ela deriva seu dinamismo. Como o leitor passa por diversos pontos de vista oferecidos pelo texto e relaciona suas diferentes visões e esquemas, ele põe a obra em moimento, e se põe ele próprio igualmente em movimento.” (Iser, Der Akt des Lesens, p. IX. apud Compagnon, Antoine – O Demônio da Teoria, p. 149)

Mas ocorre que este próprio comentário, por mais que nos seduza e ressoe em nós, também pressupõe estilos de leitura e de recepção, já.