Reflexões pedalantes. De ciclovia e asfalto

Hoje tinha um compromisso e decidi que iria pedalando, para ser mais senhora de meu tempo – e porque gosto. rs. Tanto em meu trajeto de ida, quanto de volta, fiz alguns trechos por ciclovia, outros pelo asfalto. E senti medo. E pensei.

E pensava que… tenho medo de pedalar no asfalto. Mas também tenho medo de pedalar na ciclovia. Então… a questão não são os motoristas. A questão me parece ser… Nossa dificuldade de conviver. Não sabemos fazer isso. E… a violência de Salvador. Nosso trânsito é violento. Nosso asfalto ondulado e esburacado é violento. Nossas ciclovias estreitas, esburacadas, escuras, trepidantes são violentas. Nossos ônibus são violentos com todos – seus próprios motoristas, os passageiros, quase todo mundo ao redor… E… em um contexto violento, como aprenderemos a conviver? Como teremos ternura, respeito, paciência, reconhecimento…?

Salvador é uma cidade que, por vezes, parece gostar de maltratar.

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Mudanças

A partir de hoje, não faço mais parte da equipe da SECTI. Foi uma aventura para a qual eu, de início, não sabia se estaria pronta. De fato, não estava. Acho que nunca chegamos prontos nos lugares. A vivência e a experiência é que nos ajudam a fortalecer, despertar, trabalhar as habilidades que são requeridas de nós, nas jornadas em que nos metemos por esta vida afora.

E, por isso, sou grata. Sou agora uma pessoa com mais XP! =] Tive oportunidades excelentes durantes estes dois anos – eventos únicos, pessoas dentro e fora da SECTI, iniciativas pioneiras em nosso estado… Ampliei meus horizontes enquanto pessoa e enquanto profissional, eduquei-me um bocado politicamente – no sentido mais amplo da palavra, de luta. Foram dois anos muito ricos, e hoje estou mais próxima de ser a pessoa que busco ser, nesse mundo – e a SECTI faz parte disso.

Mas sou grata também à transitoriedade da vida, que me chacoalha vez ou outra, e me dá a difícil bênção de não me acomodar por tempo demais. É hora de juntar todos os crescimentos e aprendizados, as consciências que elaborei, e descobrir como posso contribuir ainda mais para criar mundos diferentes… E que venham as próximas aventuras! /o/

On obvious secrets

“If it seems I’ve come the long way around, perhaps I have. But I wanted to show what we all have in us, that is has always been there, and so few of us bother to notice. When people ask me where I get my ideas, I laugh. How strange – we’re so busy looking out, to find ways and means, we forget to look in.”

Ray Bradbury, Zen in the art of writing. How to keep and feed a muse. p. 36

On experiences, creativity, inspiration…

(…) Similarly, in a lifetime, we stuff ourselves with sounds, sights, smells, tastes, and textures of people, animals, landscapes, events, large and small. We stuff ourselves with these impressions and experiences and our reaction to them. Into our subconscious go not only factual data but reactive data, our movement toward or away from the sensed events.

These are the stuffs, the foods, on which The Muse grows. This is the storehouse, the file, to which we must return every waking hour to check reality against memory, and in sleep to check memory against memory, which means ghost against ghost, in order to exorcise them, if necessary.

What is The Subconscious to every other man, in its creative aspect becomes, for writers, The Muse. They are two names for one thing. But no matter what we call it, here is the core of the individual we pretend to extol, to whom we build shrines and hold lip services in our democratic society. Here is the stuff of originality. For it is in the totality of experience reckoned with, filed, and forgotten, that each man is truly different from all others in the world. For no man sees the same events in the same order, in his life. One man sees death younger than another, one man knows love more quickly than another. Two men, as we know, seeing the same accident, file it with different cross-references, in another part of their own alien alphabet. There are not one-hundred elements, but two billion elements in the world. All would assay differently in the spectroscopes and scales.

BRADBURY, Ray. Zen in the art of writing. How to keep and feed a muse. pp 33-34

Apoio moral

Apoio moral

Apoio moral de gato é um negócio meio ambíguo >.<‘

31 dias: pausa

ocorreram algumas coisas que me farão ficar provavelmente sem postar evoluções, esta semana.