39 dias: HCI e – qual é o meu problema?

Comecei um curso de Interação Humano Computador pela UC San Diego (https://class.coursera.org/hci-004/class/index), no Coursera. Inscrevi-me porque considerei que seria uma abordagem interessante para aumentar os conhecimentos necessários pro projeto de TCC. O curso termina dia 9 de dezembro. Creio que valéra.

Algumas anotações, das vídeo-aulas das duas primeiras semanas:

A meta da prototipação é… feedback.

Focus on goals. Evolve the design.

What do prototypes prototype?

Feel

Implementation

Role

Se protótipos são perguntas, faça muitas!!

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Aspectos a considerar no momento de escolher o(s) método(s) de avaliação de interface:

  • confiabilidade / precisão
  • generalização
  • realismo
  • capacidade de comparação
  • quantidade de trabalho envolvido

=> O que você quer aprender?

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O que se pode aprender através da observação participativa (participant observation)?

  1. What do people do now?
  2. What values and goals do people have?
  3. How are these particular activities embedded in a larger ecology?
  4. Similarities and differences across people?
  5. … And other types of context, like time of the day

To learn more: Kuniavsky – Observing the user experience. Beyer and Holtzblatt – Contextual design

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Entrevistas:

Escolha dos participantes

  • representantes dos usuários-alvo
  • podem ser usuários de um sistema similar (caso, por exemplo, se esteja querendo criar uma versão melhor de algo)
  • podem ser não usuários, caso a ideia seja aumentar o público alvo de um determinado tipo de software

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Outcome of activity analysis:

  • what are the steps?
  • what are the artifacts?
  • what are the goals (how you’ll measure success)?
  • what are the pain points (or opportunities)?

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O tradicional “projeto final” do curso, que foca em avaliar na prática os estudantes, é para desenvolver um protótipo de interface funcional, para um software baseado na web ou mobile, desde o momento de observar usuários para encontrar um problema real, passando por diversos níveis de prototipação, avaliação com usuários e iterações. Estou pensando em mesclar os direcionamentos do projeto lá para me ajudar na metodologia de melhoria da interface do fazDelivery, também.

Enquanto isso, preciso repensar e refinar meu problema de pesquisa, voltar a escrever a monografia e começar a prototipar e/ou avaliar as interfaces atuais, porque sei que haverá muito feedback dos orientadores neste ponto também…

Peer assessments, auto-avaliação e capacidade argumentativa.

Não lembro se já comentei diretamente aqui, mas, caso sim, vale reforçar: o curso de Gamificação, que estou fazendo através do Coursera, está tendo um ganho adicional inesperado pra mim.

A cada semana (até o momento) é necessário fazer as avaliações por pares, ou seja, dar notas para os exercícios escritos de outros colegas de curso. A avaliação consiste em ler 5 respostas de outros colegas, dar duas notas objetivas, uma por aspectos quantitativos e outra por aspectos qualitativos, e depois destacar o que você gostou e o que não gostou da resposta. As rubricas de cada nota objetiva são bem claras, então costuma ser fácil decidir que nota o estudante merece.

O grande ganho pra mim tem vindo na questão dos feedbacks abertos. Extrair de cada resposta pelo menos um aspecto positivo e um negativo, e, principalmente, justificá-los (para que não soem como algo arbitrário), tem me feito pensar muito, melhorar minha capacidade de análise e de argumentação. Como, depois de avaliar as respostas dos colegas, ainda tenho de me auto-avaliar, cresço ainda mais, porque posso olhar para o que fiz em perspectiva, e me julgar com as mesmas lentes que os estou julgando (tanto quanto possível, estou tentando seguir esta linha).

Este processo todo está me fazendo ler e escrever mais, além de ser mais criteriosa com minhas respostas. Penso, releio, reviso. Eventualmente mais de duas vezes, porque como o curso é em inglês ainda tenho a insegurança da língua mordendo meus calcanhares, me fazendo passar checagem por erros ortográficos e frases sem sentido.

Como uma parte interessante da tarefa de escrever um projeto de TCC está justamente em ser capaz de sintetizar ideias, argumentar, escrever;  ler um bocado; revisar; e, ao longo do projeto e no fim dele, avaliar crítica e objetivamente resultados (com isso, quero dizer, ser imparcial nesta avaliação), penso que está sendo um aprendizado muito útil para a jornada que estou empreendendo, para além do ponto direto de ser um tema que quero abordar na solução que for apresentar, em si.

(As avaliações – e os posts no blog – me fazem ver, também, o quanto sou prolixa na hora de escrever. Boa parte dos trabalhos que leio conseguem ser muito mais sucintos e objetivos do que eu. Preciso melhorar muito neste ponto.)

18/19 de abril – gamificação, auto-avaliação e mais uma meta adiada

Assisti a uma vídeo-aula do curso de Gamificação, sobre as contribuições mais diretas do Behaviorismo para a Gamificação. O principais pontos são:

  • É importante observar como as pessoas de fato se comportam. Pode parecer meio óbvio, mas alguns campos e estratégias são capazes de se fiar apenas na teoria, e esquecer de retroalimentar suas hipóteses com as (re)ações das pessoas, de fato. O behaviorismo trabalha com observação de hábitos, então traz a força e a importância desse ponto;
  • Relevância do feedback. Uma vez que uma das formas de os seres (em especial as pessoas) mudarem comportamentos é através da observância de como suas ações influenciaram o mundo, somos muito sensíveis a feedbacks, a mecanismos que nos digam o resultado de nossas ações e escolhas. Dois tipos interessantes e complementares:
    • mostrar onde estamos em nossa trajetória;
    • destacar o que falta para alcançarmos o próximo patamar, preferencialmente em forma de pequenas metas fáceis de entender e alcançar.
  • Recompensas: úteis e válidas em uma boa medida, visto que estimulam a liberação de dopamina no cérebro. Mas não devem ser a única estratégia utilizada, em um projeto / solução de gamificação. O campo é muito mais amplo e rico do que apenas pontos, badges e quadros de lideranças (popularmente conhecido como PBL – points, badges, leaderboards) ou “viciar” os jogadores. Uma boa solução de gamificação explorará alguns mecanismos e componentes.

Revisei e submeti a avaliação dos exercícios dos colegas de curso (faz parte do curso em si) e a minha. Foi um exercício muito bom de retroalimentação e autocrítica (mesmo enquanto lia as respostas dos outros). Gostei muito da experiência, cada pequena atividade deste tipo me ajuda a amadurecer meu senso crítico.

Na quinta falei com o professor de TCC I, Marco Simões. Ele frisou que para o anteprojeto não é preciso fazer um estudo exaustivo das fontes. Trata-se de um contato que permita demonstrar que há viabilidade para continuar dedicando tempo ao projeto, mas não é ainda o momento da revisão bibliográfica em si. Em palavras mais cruas: deixa de firula e escreve, Juliana! Quero ver se consigo fazer isto neste fim de semana.

Uma estratégia que provavelmente usarei é começar a escrever e ver os pontos em que o próprio texto me pergunta “por que você está afirmando isto? quem comprova o que você está dizendo aqui? com que fundamentos?” tais questionamentos naturalmente puxam as leituras e referências que devem aparecer neste momento.

Pendentes:

  • Declaração de Orientação – 80% (prontos: orientador, tema geral. falta: título);
  • Anteprojeto – 7% (pronto: tema geral, artigos iniciais. falta: refinar o tema, começar a escrever e identificar os gaps de fundamentação).