Da série: leituras interessantes não feitas

Mais coisas do Nielsen que eu gostaria de ler um dia:

http://www.nngroup.com/articles/unmoderated-user-testing-tools/

Mais indicações de Nielsen

Será que um dia conseguirei todos os materiais interessantes que chegam na newsletter do grupo NN? Chegou um hoje – First Principles Of Interaction Design (revised and expanded) que me parece um “must see”, pra mim. Acho que farei isso. Vou classificá-los por ordem de importância, e ver se com isso avanço nessas leituras “extras”.

Esse outro post do NN parece interessante porque aborda navegação por filtros vs. facetas, que são algo que a Hearst considera uma boa prática para buscas, então quero saber quais as contribuições de Whitenton (autora do post) sobre o assunto…

E agora? – Próximos passos no caminho do tcc

  • Quinta (12/12/13) faço apresentação oral de tcc I, última entrega da disciplina;
  • Na sexta, dei entrada no pedido de prorrogação de prazo (pra terminar no semestre que vem);
  • Vou estruturar a parte prática do projeto neste fim de dezembro e uma ou duas semanas de janeiro, e de preferência começar os testes de usabilidade (dependerá de conseguir pessoas);
  • Na verdade, eu gostaria de primeiro fazer uma avaliação heurística, então vou procurar duas ou três pessoas que se disponham a avaliar a interface do fazDelivery e, depois de sua avaliação, buscar trabalhar em alguma melhoria, como Nielsen sugere, antes de realizar os testes de usabilidade.

Por falar em Nielsen, este artigo do Nielsen Norman Group parece bastante útil neste momento: How to Run a Usability Test with Users Who Are on Your Site Now

Para a prototipação que talvez precise fazer, sugeriram o Axure RP numa lista de profissionais de computação que eu acompanho. A ferramenta é para PC ou Mac, e é paga (mas tem trial), mas achei bacana que eles dizem que dão licença free para bons estudantes da área. Não me candidatei porque precisa ter boa nota no semestre anterior e, bem, isso, especificamente, eu sei que não tenho. =/

Em tempo: semana passada, pós entrega, descansei um pouquinho, estruturei a carta e documentos que seriam anexados ao processo, voltei à rotina de exercícios (como isso é bom e faz bem!). Sexta, como disse, entreguei. Sábado foi meu aniversário (yays para mim), e hoje estou retomando as atividades.

Finding examples

Li a monografia de Claybony Souza Moraes, que se formou em Análise de Sistemas pela UNEB, com um trabalho também em IHC: Um estudo de usabilidade para software de prescrição de treinamento neuromuscular (Digital Trainer), 2010.

Como o título sugere, ele faz uma análise e melhoria do Digital Trainer, um software feito pela Polisystem, empresa dele e do irmão (pelo que me lembro), que oferece apoio na construção e manutenção de programas de exercícios em academias (para instrutores usarem).

Ele lista os aspectos de usabilidade a serem considerados de acordo com Nielsen, com a ISO 9241 (parte 11) e com alguns outros autores, como Preece, Rogers & Sharp (2005). Detalha também, um pouco, métodos para avaliar uma interface, de acordo com três abordagens: testes, inspeção e investigação.

Médotos de teste de usabilidade:

  • thinking aloud protocol
  • perfomance measurement
  • métodos empíricos
  • co-discovery method

Uma coisa que ele fala que não entendi bem é que

Netto et. al (2004), ressaltam que testes de usabilidade avaliam somente o produto em termos meramente quantitativos, enquanto testes de comunicabilidade produzem tanto dados quantitativos como qualitativos, sugerindo a aplicação de ambos os testes complementarmente para uma única interface.

A parte que não entendo é que, de minhas leituras que citam testes de usabilidade, nenhuma me deu a entender que eram avaliações meramente quantitativas. Talvez ler o que Netto et. al dizem ajude a entender isso e ver se faz sentido para meu contexto ou não.

Métodos de inspeção:

  • avaliação heurística
  • percurso cognitivo
  • inspeção de padrões
  • revisão de guidelines

métodos de investigação:

  • investigação contextual
  • estudos etnográficos ou de campo
  • entrevistas
  • questionários
  • grupos focais

Claybony utiliza testes de usabilidade (10 usuários, sendo 5 novatos e 5 experientes, em cada rodada de testes) e avaliação heurística (três pessoas que desenvolviam o software) para analisar o Digital Trainer. Assim ele contrabalançou a opinião dos especialistas (heurísticas) com a experiência relatada pelos usuários, e operou e comparou métricas quantitativas e qualitativas, conseguindo, por exemplo, avaliar que houve redução de tempo para execução de tarefas específicas e redução de quantidades de cliques por tarefa.

Há muitos livros e artigos citados, preciso olhar novamente com calma a lista de referências. De antemão, uma das coisas que ele cita que quero ler, pra variar, é Nielsen, sobre a quantidade de usuários necessária em um teste de usabilidade: http://www.nngroup.com/articles/why-you-only-need-to-test-with-5-users/.

A referência de Netto et. al é: OLIVEIRA NETTO, Alvim Antônio de. IHC – Interação Humano Computador: modelagem e gerência de interfaces com o usuário. Florianópolis: Visual Books, 2004. 120 p. (ao menos, creio que seja, porque na parte das referências só aparece esta, e nenhum Netto et al.).

Para amanhã: voltar a escrever, ou ler a monografia de Jussi? Que tal ambas as coisas?

56 dias: metas atrasadas.

De acordo com o cronograma que tentei fazer, hoje e amanhã eu deveria focar em trabalhos relacionados. No entanto, ainda estou longe de terminar o referencial teórico…

Há alguns artigos do Nielsen que me parecem interessantes, mas que preciso avaliar quanto de fato poderão agregar ao TCC, para decidir se os leio agora ou não. Pensei em fazer uma priorização, mas não sei se farei algo de fato ou só os deixo para outra ocasião, tenho a sensação de que o TCC parecerá “pobre” se citar muitos artigos online desse tipo…

Outro dia sem render praticamente nada. Não posso fazer isso. >.<‘

Confesso: por incrível que pareça, estou perdida entre as leituras.

57 dias: Nielsen time!

Li alguns artigos no site do grupo Nielsen Norman ontem (por isso o post fala em 57 dias), há ainda outros a ler. Um resumo dos que considerei melhores par ao trabalho, até o momento:

Usability 101: Introduction to Usability (2012) – Outra boa introdução à usabilidade, em linguagem simples e direta, trazendo:

  • o que é: a usabilidade, como já falei aqui no blog, diz respeito à facilidade de uso de uma interface. Além das já conhecidas características (facilidade de aprendizado, eficiência, memorização, erros e satisfação), Nielsen lembra do aspecto da utilidade – não adianta ser fácil e satisfatório, se não atende às necessidades do usuário;
  • por que preocupar-se com ela: uma interface com uma usabilidade ruim, ou que não atenda às demandas de seus usuários, na web, os levará a abandonar o site em questão: há uma série de outras plataformas que podem lhes ajudar a resolver seus problemas e que estão concorrendo por sua atenção, afinal;
  • como melhorá-la: há diversas formas de fazê-lo, mas uma das mais básicas e funcionais são os testes de usabilidade, com usuários reais, observando como eles de fato interagem com o sistema;
  • quando trabalhá-la: ao longo de todo o projeto de construção ou reconstrução de um design, desde o início, de modo iterativo. Caso se trate de um redesign, deve-se primeiro testar a interface antiga, também, para entender o que funciona e o que não;
  • e onde realizar os testes: depende da frequência. Para projetos que realizam testes semanais, um laboratório de usabilidade pode ser bem vindo, mas em outros casos qualquer lugar em que seja possível sentar com um usuário e observá-lo usando o sistema sem distrações estará de bom tamanho.

Top 10 Mistakes in Web Design (2011) – O site do grupo Nielsen Norman tem várias listas – erros e boas práticas em design, bizarrices de UI mostradas em filmes, há de tudo. Esta é a lista dos piores erros já listados por outras listas deles, quando o assunto é web design. Estrelando:

  • Busca ruim – buscas que levam tudo ao pé da letra ou não encontram produtos, definitivamente, não cumprem seu propósito;
  • PDFs para leituras online – se o material é curto, transforme-o em uma página, PDFs não são o melhor em termos de usabilidade;
  • Não mudar a cor de links já visitados (ou destacá-los de algum modo) – o que deixa os usuários perdidos em relação a sua naveção pelo site;
  • Blocos de texto – ou texto não “escaneável: a escrita para plataformas online não é a mesma que para textos escritos – é importante adaptar-se para melhorar a legibilidade;
  • Tamanho fixo de fonte – não permitir que os usuários reescalem as fontes do site, além de ser ruim para a usabilidade e acessibilidade, eventualmente impedindo que usuários com problemas de visão acessem seu conteúdo, ainda é uma afronta do ponto de vista de tirar do usuário um controle que ele habitualmente tem, através dos comandos de seu navegador;
  • Títulos de página que ficam ruins em busca – eles precisam ser curtos e informativos, para fazerem sentidos nas (famosas) SERPs;
  • Colocar elementos que pareçam propaganda – as pessoas aprenderam a ignorar anúncios, então, evite que elas ignorem coisas importantes em sua página só porque parecem com propagandas;
  • Violar convenções de design – se há padrões ou convenções, além de haver um bom embasamento para tal, ocorre o simples fato de que vários lugares o estarão usando, então é bem provável que seus usuários já estarão acostumados com eles – e esperando que funcionem como devem!
  • Abrir novas abas no navegador – para Nielsen, a questão é simples: seus usuários estão acostumados a navegador entre conteúdos utilizando o recurso de “voltar” do navegador. Então, esperam ir para outra página ao clicar em um link. Se eles quiserem voltar para sua página, eles voltam. Eu, particularmente, sempre abro em nova aba. Até usava esse padrão aqui no blog, me senti sem jeito lendo as observações de Nielsen. Talvez pesquise algo mais a respeito, para ver se todos concordam com ele;
  • Não responder às questões e demandas dos usuários – não listar preços, valores ou funcionalidades, ter informações difíceis de encontrar, tudo isso leva os visitantes a: irem embora, procurarem o que querem em outro lugar. Caso se trate de um sistema que eles precisam usar, então o que ocorre é uma perda em produtividade. Ou seja, isso não é bom em caso algum.

10 Good Deeds in Web Design (1999) – Mais dez sugestões importantes de aspectos de design para sites, incluindo: como devem ser seus títulos, importância de haver sempre marca da empresa, melhor forma de exibir miniaturas de imagens de produtos, importância de oferecer uma busca.

Um aspecto dito em vários artigos online de Nielsen ou que o citam é a Lei de Jakob da Experiência de Usuário para a Web: os usuários passam a maior parte de seu tempo em outros sites. Assim, eles esperarão que o seu se comporte como a maioria dos lugares que visita.