Alinhando e andando e buscando orientação

Hoje fui encontrar EJ para nos alinharmos. Ele me passou um modelo de relatório de usabilidade, e enquanto conversávamos fui lembrando coisas (tarefas, detalhamentos) que precisavam estar presentes no Trello. Consegui acrescentar tais coisas, mas não cheguei a terminar a tarefa de colocar datas em todas as atividades que precisam ser feitas. Preciso respirar um pouco mais no assunto para conseguir visualizar o que cabe onde, e como…

Que título horrível. É o que dá fazer as coisas com sono. O cérebro já não funciona tão bem.

Advertisements

44 dias: detalhar problema, solução (e metodologia?)

Ok, eu preciso definir, com mais clareza, qual o problema do fazDelivery que pretendo resolver, no projeto de TCC. E também qual a solução que proponho. O que sei/sabemos no fazDelivery é que pessoas para quem divulgamos o site e que observamos (ou não) usando, com ou sem explicações do que se tratava o sistema, reportaram alguns problemas de compreensão de qual era o propósito do site, ou o que poderiam encontrar lá ou mesmo como buscar – temos as mais sérias desses reclamações guardadas, desconfio, neste momento, que posso – e devo – recuperá-las.

Para saber se poderia citar essas experiências, li o artigo de Nielsen sobre Discount Usability. Na verdade, uma espécie de auto-análise deste movimento, após 20 anos do artigo (que é de 1989) em que ele propõe esta metodologia: http://www.nngroup.com/articles/discount-usability-20-years/.

Em linhas muito gerais, a ideia é que é possível conseguir resultados e melhorias de usabilidade muito boas com recursos simples, como prototipagem de papel; avaliação heurística e estudos qualitativos, com testes de usabilidade iterados com cerca de 5 usuários.

Um trecho que me chamou a atenção – porque posso tentar avaliar se tenho condições de conduzir testes de usabilidade com o limite de tempo que tenho – foi onde ele fala dos resultados que conseguiu, com essa abordagem, à epoca do artigo:

For the bank account project, I tested 8 different versions of the design; in the IRA project, I tested 11 different versions. These extensive iterations were completed in 90 hours in the first case and 60 hours in the second. Both projects had great results and were possible only with discount methods.

Discount usability often gives better results than deluxe usability because its methods drive an emphasis on early and rapid iteration with frequent usability input.

Creio que preciso perguntar aos orientadores se posso usar os feedbacks iniciais de nossos usuários como justificativa para o problema no fazDelivery – com base na sugestão de Discount Usability de Nielsen, por exemplo. E, a partir daí, avançar…

52 dias: metodologias para escrever (e ler)

Como andei dizendo por aqui, estou tendo muita dificuldade com o Referencial Teórico, especialmente no aspecto de saber o que ler. O que é importante? Para onde ir? Como seguir um caminho lógico que me permita otimizar o que leio?

Estava conversando sobre isso com Bruno e ele lembrou a abordagem top down:

“vai ser no esquema top down: faz um índice inicial, daí escreve uma frase pra cada capitulo, itera no índice, aí escreve 1 parágrafo pra cada, daí uma página pra cada, itera no índice, daí v1 pra cada”

(…)

“agora tenho que escrever algo num capítulo específico e n sei o que escrever; daí começarei a ler para escrever, capítulo por capítulo. Ler solto é barril”

Isso me lembrou as dicas de metodologia de escrita, que Eduardo Jorge, que é orientador e professor da disciplina de TCC II, deu para nós. Tricia, outra professora da disciplina, também nós orientou a fazer algo similar, ainda que dito de outro modo. Expandindo a ideia (copiado diretamente do que EJ nos repassou):

Escrita top-down:

(more…)

Leitura: Serra, Raquel. Princípios do Design de Interfaces Aplicados à Busca

Terminei a leitura do TCC de Raquel Serra, que comecei ontem.

Alguns destaques que considerei interessantes:

“[Um modelo mental] Representa o processo de pensamento de uma pessoa para como algo funciona (ou seja, o entendimento do mundo ao redor). Modelos mentais são baseados em fatos incompletos, experiências passadas e até mesmo percepções intuitivas. Eles ajudam a moldar ações e comportamentos, influenciam o que será considerado mais relevante em situações complexas e definem como indivíduos confrontam e resolvem problemas.” (Carey, 1986, apud Weinschenk, 2010).

E: “Conhecer a maneira como os usuários pensam e agem diante de uma necessidade de informação permite o desenvolvimento de interfaces com as quais ele pode se identificar, tornando-as mais fáceis e úteis para ele.” (p. 34)

Essa questão do modelo mental me fez pensar que pode ser algo útil de eu tentar construir – talvez com grupos focais, como Eduardo Jorge sugeriu -, para entender melhor o processo de pensamento das pessoas quando estão buscando um serviço de delivery: o que levam acham mais importante para comparar, que informações querem ver primeiro, em quem confiam para tomar decisões etc.

Fatores de usabilidade, segundo Nielsen:

  • Facilidade de aprendizagem
  • Eficiência de uso
  • Facilidade de memorização
  • frequência e recuperação de erros
  • satisfação subjetiva
  • ergonomia

Listagem dos princípios do design de interação:

  • divulgação progressiva,
  • resposta imediata,
  • visualizações alternativas, previsibilidade,
  • reconhecimento sobre recuperação,
  • interrupção
  • mínima, manipulação direta
  • contexto de uso

Preciso aprofundar uma explicação sobre todos estes pontos, para o referencial teórico.

Entendimento geral: é um bom material introdutório para quem não está familiarizado com conceitos de usabilidade, design de interação e sua importância. Além disso, por ser focado na interface de sistemas de busca trouxe elementos interessantes para meu projeto, e já traz um exemplo de análise de interface – no caso, do Google. Fiquei com a sensação de que esta análise heurística do Google, no entanto, foi meio superficial – como se apenas alguns aspectos deste tivessem sido abordados, em cada princípio. Preciso atentar para isso quando for fazer minhas próprias análises.

Primeiros direcionamentos

O orientador (Eduardo Jorge, EJ, doutor em Difusão do Conhecimento, professor rigoroso e entusiasta, biker), em conversa, sugere uma série de materiais e algumas palavras-chave. Em Busca, Usabilidade, Metáforas Visuais.

Faço um brainstorming com o amigo, sócio e colega Bruno e ele sugere que leia um artigo que ele pesquisou há um tempo atrás, quando pensava em fazer seu projeto na linha de Recomendação. De 2012: Recommender systems: from algorithms to user experience, de Joseph A. Konstan e John Riedl. Parece-me uma boa introdução para quem deseja trabalhar com sistemas de recomendação, apontando para a “evolução” da abordagem para melhoria de tais sistemas, que cada vez mais se volta para a Interação Humano Computador, ou Experiência de Usuário, em busca de refinamentos e alternativas de soluções.

Recheado com 92 referências, tem uns tantos artigos que também servem, julgo, para quem deseja trabalhar com usabilidade de busca no geral. Bruno e eu chegamos à conclusão (não confirmada por fontes acadêmicas, ainda não pesquisei mais a respeito) de que em alguma medida uma busca é uma recomendação em que o campo com mais peso é definido dinamicamente pelo usuário. Partindo de um princípio assim, penso novamente que posso me aproveitar bastante do material deste artigo. Comecei a avaliar referências citadas ontem, algumas foram baixadas, mas não terminei este levantamento.

Estou devendo:

  • olhar com calma o material passado pelo orientador;
  • fazer o mapa conceitual relacionando Busca e Usabilidade;
  • Título do Projeto
    • (unlock: Declaração de Orientação (pending));
  • Anteprojeto (5% concluído)