52 dias: metodologias para escrever (e ler)

Como andei dizendo por aqui, estou tendo muita dificuldade com o Referencial Teórico, especialmente no aspecto de saber o que ler. O que é importante? Para onde ir? Como seguir um caminho lógico que me permita otimizar o que leio?

Estava conversando sobre isso com Bruno e ele lembrou a abordagem top down:

“vai ser no esquema top down: faz um índice inicial, daí escreve uma frase pra cada capitulo, itera no índice, aí escreve 1 parágrafo pra cada, daí uma página pra cada, itera no índice, daí v1 pra cada”

(…)

“agora tenho que escrever algo num capítulo específico e n sei o que escrever; daí começarei a ler para escrever, capítulo por capítulo. Ler solto é barril”

Isso me lembrou as dicas de metodologia de escrita, que Eduardo Jorge, que é orientador e professor da disciplina de TCC II, deu para nós. Tricia, outra professora da disciplina, também nós orientou a fazer algo similar, ainda que dito de outro modo. Expandindo a ideia (copiado diretamente do que EJ nos repassou):

Escrita top-down:

(more…)

Metáforas Visuais e Usabilidade; um Mapa Conceitual, Problema de Pesquisa e Título (!!)

29/04 -> Repassei uma das listas de referências da pasta indicada pelo orientador, baixei alguns dos artigos listados.

Ele é muito convincente.

Jack dá seu apoio moral.

30/04 – Estudei sobre metáforas visuais, para ter um conceito mais concreto. Encontrei um post que dava uma explicação curta, mas talvez suficiente. Li também um trecho de uma dissertação que destacava a importância da interface gráfica (e das metáforas visuais utilizadas em sua construção) no nível de interatividade alcançado entre sistema e  usuário.

O que entendi: uma Metáfora Visual é uma tradução de conceitos, ou uma transposição destes de um contexto para outro, para facilitar o entendimento do usuário, por aproximação de símbolos ou significados já comuns a seu cotidiano. Assim se enquadra por exemplo o uso de um ícone com uma tesoura para representar a ação de recortar.

01/05 – Comecei lendo dois textos curtos sobre usabilidade:

  • Uma matéria que sobre a importância de entender que a experiência de usuário vai além do designe.g., o conteúdo oferecido por um site também faz parte de sua UX, e, nesse sentido, o vocabulário utilizado também deve ser pensado.
  • Uma lista com 10 heurísticas para usabilidade, de Nielsen. Cita desde garantir a autonomia do usuário e reduzir o potencial para erros (exibindo mensagens de confirmação e dando suporte a desfazer refazer) até manter uma seção de ajuda ou exibir feedback claro sobre o status do sistema. Nielsen é um dos caras quando se trata de usabilidade, e tem trabalhos publicados na área desde 1990 (lá se vão 23 anos). Não pude deixar de fazer a correlação com aspectos importantes de gamificação: feedback, autonomia, que também se preocupa em construir sistemas centrados no usuário e em sua satisfação.

Dúvida surge: o que é maior: Usabilidade ou IHC? Encontrei um capítulo sobre Usabilidade e IHC, da dissertação de Breno Gentil, que estuda a Usabilidade de ambientes virtuais tridimensionais. Gostei do trecho abaixo, porque me faz pensar em valores que desejo que os usuários extraiam do fazDelivery:

Jordan (1999)* descreve satisfação como o nível de conforto que o usuário sente ao utilizar um produto e o quanto esse produto é aceitável para o usuário como veículo para atingir seus objetivos. Para Jordan existe atualmente bastante esforço em melhorar a usabilidade através da facilidade de uso, entretanto um usuário pode decidir usar um produto, apesar de sua dificuldade, por ele ser atrativo, divertido, surpreendente, memorável ou recompensador, ou seja, proporcionar prazer na experiência de uso. *(JORDAN, P.W. Pleasure with Products: Beyond Usability. London: Taylor & Francis, 1999)

Finalmente construí um mapa conceitual satisfatório para me ajudar a chegar a um problema de pesquisa. A partir disso me senti mais capaz de extrair um título para o projeto.

=> Surge um problema de pesquisa? Como a interação com o usuário pode melhorar os resultados apresentados por um buscador cujos itens pesquisados não são fortemente textuais?

02/05 – Briga para achar um título pra esse negócio (pois é, no title yet). Retrabalhei um pouco o problema de pesquisa: Como técnicas de IHC podem ajudar a melhorar os resultados apresentados por um buscador cujos itens pesquisados não são fortemente textuais?

Para ilustrar o potencial da interatividade, gosto do site do Burger King: eles oferecem um cardápio com uma interação para recomendações que é muito legal.

Título v.1: Avaliação de Técnicas de IHC para Melhorar a Classificação dos Resultados Oferecidos por um Sistema de Busca Baseado em Palavras-Chave

A ideia seria melhorar o rankeamento dos resultados do buscador do fazDelivery, abrindo assim a possibilidade de convergir trabalho e estudo.

Situação atual:

  • apresentar título ao orientador;
  • entregar Declaração de Orientação – 99%;
  • Anteprojeto (20%) – pending!
    • problema de pesquisa – ok;
    • título – ok;
    • bibliografia inicial – ok;
    • leitura e escrita – pending!!

Artigos – Broad Search

Finalmente baixei uns artigos que havia selecionado.

Temas relacionados:

  • gamificação;
    • aplicações de…
  • representações visuais de mecanismos de busca;
  • sistemas de recomendação e filtros;
  • comparação de mecanismos de busca.

Depois posto uma lista aqui de quais foram.

Preciso agora estabelecer uma meta de artigos estudados por dia e/ou semana, para prosseguir.

Esta atividade influencia:

  • Anteprojeto (5.05% concluído)
    • Referências Bibliográficas.

Primeiros direcionamentos

O orientador (Eduardo Jorge, EJ, doutor em Difusão do Conhecimento, professor rigoroso e entusiasta, biker), em conversa, sugere uma série de materiais e algumas palavras-chave. Em Busca, Usabilidade, Metáforas Visuais.

Faço um brainstorming com o amigo, sócio e colega Bruno e ele sugere que leia um artigo que ele pesquisou há um tempo atrás, quando pensava em fazer seu projeto na linha de Recomendação. De 2012: Recommender systems: from algorithms to user experience, de Joseph A. Konstan e John Riedl. Parece-me uma boa introdução para quem deseja trabalhar com sistemas de recomendação, apontando para a “evolução” da abordagem para melhoria de tais sistemas, que cada vez mais se volta para a Interação Humano Computador, ou Experiência de Usuário, em busca de refinamentos e alternativas de soluções.

Recheado com 92 referências, tem uns tantos artigos que também servem, julgo, para quem deseja trabalhar com usabilidade de busca no geral. Bruno e eu chegamos à conclusão (não confirmada por fontes acadêmicas, ainda não pesquisei mais a respeito) de que em alguma medida uma busca é uma recomendação em que o campo com mais peso é definido dinamicamente pelo usuário. Partindo de um princípio assim, penso novamente que posso me aproveitar bastante do material deste artigo. Comecei a avaliar referências citadas ontem, algumas foram baixadas, mas não terminei este levantamento.

Estou devendo:

  • olhar com calma o material passado pelo orientador;
  • fazer o mapa conceitual relacionando Busca e Usabilidade;
  • Título do Projeto
    • (unlock: Declaração de Orientação (pending));
  • Anteprojeto (5% concluído)