Gaaaaawwwwd! Enviei referencial teórico completo para orientadores

Ok, quero/ preciso mudar o título. Precisa sair a parte que fala em inovação e passar a falar mais da aplicação de diretrizes diretamente voltadas para interfaces de busca, com estudo de caso.

Mas foi. Agora, é pensar nos roteiros de teste, o que quero avaliar, perfis de usuários, configuração para os testes e coisas assim.

Duas coisas que ajudaram hoje, durante o processo de revisão:

Para buscar traduções comuns para palavras ou expressões, o Linguee é legal: http://www.linguee.com.br.

Quando precisei saber se eu queria escrever porquepor queporquê ou por quê, e seus porquês: http://educacao.uol.com.br/disciplinas/portugues/por-que-porque-por-que-ou-porque-o-uso-correto-segundo-a-gramatica.htm

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A quantidade de informações interessantes é “over nine thousand”

Uma vez imersa no processo bastante cíclico de tentar escrever, ler e, principalmente, sintetizar o que já foi ou é lido, uma das maiores angústias que surgem é: é muita informação no mundo.

Em um primeiro momento, isso é assustador e oprime, porque parece que não serei capaz de absorver o mínimo necessário para entender o tópico. Quando consigo vencer este medo e começo a ler, por um lado perco a sensação de que nunca serei capaz de entender aquilo, e fico feliz. Isto pode passar rapidamente, quando paro a etapa de descoberta e leitura de fontes, e volto ao processo de escrita. Então a quantidade de informação que absorvi me parece grande demais para que eu consiga concatenar e sumarizar satisfatória e logicamente. Eventualmente consigo ultrapassar essa barreira e escrevo algo – normalmente, para isso, preciso abandonar minhas expectativas acerca da qualidade e do estilo de escrita, e simplesmente me deixar dizer o que entendi. Quando termino, é novamente boa a sensação de ter conseguido vencer um tópico.

Então, novamente me vejo diante de um assunto relativamente desconhecido, e recomeça o ciclo.

Diretrizes para interfaces de busca para o usuário

Lendo Clarifying Search: A User-Interface Framework for Text Searches, de Ben Shneiderman, Don Byrd e W. Bruce Croft. Hearst cita ele como um artigo influente na área, e pela temática consigo entender. Entretanto, talvez por ser de janeiro de 1997, algumas das recomendações e descrições de funcionamento de mecanismos de busca parecem meio obsoletas hoje em dia. Creio que terminarei a leitura para poder fazer uma comparação mais embasada com as sugestões de Hearst (2009), e para entender de onde as diretrizes dela surgem, também.

Mercun cita um artigo mais recente de Shneiderman, publicado em 2008, que aborda uma temática mais específica, mas que, dado o contexto do fazDelivery, talvez seja útil: Users can change their web search tactics: Design guidelines for categorized overviews (Bill Kules, Ben Shneiderman).

Preciso concluir hoje a parte de usabilidade, para haver tempo hábil para os capítulos sobre Engenhos de Busca e o descritivo do fazDelivery.

(…)

O artigo de Shneiderman de 1997 apresenta um framework com quatro partes para apoiar quem projeta interfaces de sistemas para recuperação da informação:

  1. Formulação da consulta – a ideia é prover controle ao usuário para que ele possa decidir e escolher, ou, no mínimo tomar conhecimento de como se processam:
    • Fontes: onde realizar a pesquisa, no caso de haver diferentes bases de dados, ou diferentes coleções possíveis;
    • Campos: sobre que campos dos documentos da coleção será realizada a consulta;
    • O que buscar: deve ser possível prover o texto para pesquisa, separando-o em mais de uma frases, se necessário; stop lists devem ser conhecidas (e, como dito, preferencialmente o usuário deve ter controle sobre elas);
    • Variantes: diferenciação de maiúsculas ou minúsculas, radicais extraídos e escolhidos, aproximações fonéticas ou de sinônimos devem ser mostrados como opções, se existirem, ou no mínimo informados, mesmo que não possam ser alterados.
  2. Ação – como a busca é iniciada: a ideia aqui é que isto pode ser feito de forma explícita, com um enter ou um clique, ou como uma consulta dinâmica;
  3. Revisão dos resultados – permitir, por exemplo, que os usuários limitem o número de resultados retornado, estilo de ordenamento (e.g., alfabético, índice de relevância), e o que compõem os resumos dos documentos;
  4. Refinamento – Shneiderman sugere que se mantenham um histórico de pesquisa, para que os usuários possam reutilizar esforços anteriores. Isso pode significar tanto manter o histórico de pesquisa dentro de uma sessão quanto ao longo de sessões (por exemplo, permitindo que o usuário salve conjuntos de resultado e query para mandar por e-mail ou consultas posteriores). Feedback útil sobre o set de resultados também pode ajudar.

Ok, além deste framework, o autor adapta oito diretrizes para construção de interfaces em geral para o contexto da recuperação de informação. Já as postei aqui anteriormente, porque Hearst as cita em seu livro.

A parte final do artigo são dois estudos de caso em que, similar a uma análise de usabilidade a partir de heurísticas, os autores apresentam duas interfaces (uma web, outra para desktop), avaliam onde precisam melhorar, com base em seu framework e diretrizes, e depois apresentam alterações feitas com o intuito de torná-las melhores (dã, péssima frase).

Eles são especialistas, então creio que isto baste, mas dos trabalhos que tenho visto, senti falta de eles fazerem testes com usuários com as duas interfaces (ou quatro, já que foram dois estudos de caso) para dizer como cada uma se saiu, para além das avaliações heurísticas.

52 dias: metodologias para escrever (e ler)

Como andei dizendo por aqui, estou tendo muita dificuldade com o Referencial Teórico, especialmente no aspecto de saber o que ler. O que é importante? Para onde ir? Como seguir um caminho lógico que me permita otimizar o que leio?

Estava conversando sobre isso com Bruno e ele lembrou a abordagem top down:

“vai ser no esquema top down: faz um índice inicial, daí escreve uma frase pra cada capitulo, itera no índice, aí escreve 1 parágrafo pra cada, daí uma página pra cada, itera no índice, daí v1 pra cada”

(…)

“agora tenho que escrever algo num capítulo específico e n sei o que escrever; daí começarei a ler para escrever, capítulo por capítulo. Ler solto é barril”

Isso me lembrou as dicas de metodologia de escrita, que Eduardo Jorge, que é orientador e professor da disciplina de TCC II, deu para nós. Tricia, outra professora da disciplina, também nós orientou a fazer algo similar, ainda que dito de outro modo. Expandindo a ideia (copiado diretamente do que EJ nos repassou):

Escrita top-down:

(more…)