omigod Search User Interfaces Examples! *-*

Descrevendo ainda as diretrizas de Hearst, comecei a sentir necessidade de usar algumas figuras mostrando como algumas coisas são feitas hoje em dia. Dá vontade de sair colocando vários prints. Queria fazer um trabalho só de caracterização de interfaces existentes…

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59 dias: prefácio – search user interfaces

/* Entreguei o anteprojeto! Bonitinho, assinadinho. Até colorido foi. */

Citações que merecem destaque – talvez possa usá-las na monografia:

“Today, search is fully integrated into operating systems and is viewed as an essential part of most information systems.”

“This is a fast-changing field, and any attempt to summarize the state-of-the-art will no doubt soon be proven obsolete. Nonetheless, certain principles and techniques seem to hold steady over the years, and there is much that is now known about search interfaces that should stand for at least the near future.”

Related books: (…) Designing Web Navigation, Optimizing the User Experience, by Kalback and Gufstafson, O’Reilly Media, 2007, which discusses navigation design for web sites.

Ela fala que, à época da escrita do livro, não havia livros focados especificamente na interface de usuário dos sistemas de busca. Nesse sentido, talvez seja bom se eu conseguir ler o Search User Interface Design, do Max L. Wilson, de 2011, para complementar a pesquisa para o projeto.

Falando em leitura, a partir da apresentação dos capítulos que ela faz, parece-me que terei de ler, no mínimo, os capítulos 1 – 6, 8 e 10. O 1 e o 5 já li, mas não fiz um bom fichamento, então é melhor reler.

Edit: ~8 páginas lidas. Faltam 70 para chegar à meta diária.

Vídeo: Google Tech Talk: Search User Interfaces (Marti Hearst)

Nesta palestra Hearst dá uma espécie de visão geral de seu livro, com aprofundamentos em alguns capítulos que considerou mais chave, dada a limitação de tempo.

Um dos capítulos que ela escolhe é o segundo, que trata sobre a avaliação de interfaces de busca. Ela destaca alguns tipos de avaliação normalmente feitos ao longo do processo de desenvolvimento de uma nova interface:

  • Informal (discount) usability testing
  • Formal laboratory studies
  • Field studies
  • Longitudinal studies – trata-se de um estudo feito em um longo período de tempo, com os mesmo usuários, que permite observar como suas impressões objetivas da interface mudam, na medida em que ganham mais familiaridade com a mesma. Hearst sugere que se faça mais esse tipo de teste – não sei se conseguirei, dadas as circunstâncias de tempo e quantidade de usuários, mas, se não conseguir, pode ser um bom trabalho futuro a ser realizado para o trabalho.
  • Log file analysis
  • Large-scale testing (A/B testing, bucket testing, parallel flights)

Às vezes pode ser importante reconhecer que o design proposto só funciona bem para alguns tipos de tarefas.

Outro ponto que ela destaca é que é importante escolher um grupo de usuários que combine com o tipo de ambiente que se está propondo – é necessário que sejam pessoas motivadas e que gostem do que se trata, do contrário, suas respostas serão muito enviesadas, não necessariamente devido a sua experiência com a interface, mas porque não têm interesse no assunto que ela aborda. Uma forma de lidar com isso é dar opções de tarefas a serem realizadas, de modo que possam escolher a(s) que lhe(s) interessa(m) mais.

Tudo indica que esta lista será muito útil para a etapa do projeto de testes – e design – da nova interface. Ela cita alguns artigos sobre o assunto, que estão no livro também e podem ser fonte de referência e inspiração.

Pra mim a parte sobre avaliação acabou sendo a mais interessante do vídeo. Ela também aborda a questão da construção das queries e como apoiá-las, mas, talvez porque não pretendo trabalhar muito com esse tópico, não me chamou tanto atenção. Outros capítulos abordados foram integração entre busca e navegação, visualização de buscas, personalização e futuras tendências – esta última parte ela aborda em mais detalhes, e talvez de modo mais atualizado, no artigo ‘Natural’ Search Interfaces, de 2011.

Como disse, serviu para ter ideias sobre testes e avaliações – e para me dizer que realmente preciso ler logo esse livro, se pretendo chegar a algum lugar com este trabalho.

Avanços. E exemplos de Interfaces de Busca (ou recomendação) Inovadoras

2 e 3 de maio

Título sugerido pelo professor: Análise de Interfaces Homem Humano Computador Inovadoras para Sistema de Busca Baseado em Palavras-Chave

Declaração de Orientação: entregue (uhu! aos pouquinhos, chegarei lá). Encomenda do orientador: exemplos de interfaces de busca inovadoras.

7 de maio

Tomei a liberdade de incluir interfaces de recomendação, porque, como comentei n’outro post, há um campo comum entre as duas, em meu entendimento, na medida em que posso entender que uma recomendação é uma predição de resultados com base em gostos (ditos ativa ou passivamente) do usuário.

Burger King recomenda!

Burger King recomenda!

Destaques: três sliders permitem que o visitante altere dinamicamente os resultados mostrados nas sugestões do cardápio, de acordo com o que mais se adequa a sua vontade no momento. Pode-se variar a “leveza do produto” (+/- light); “sabor” (+/- doce); ou quanta energia se precisa (+/- energia). A partir disso, o sistema não apenas lista resultados (mostrando apenas o que, segundo seu algoritmo, se enquadra no pedido do usuário) como os ordena.

HotMap - interface antes dos resultados.

HotMap – interface antes da exibição dos resultados.

O HotMap traz alguns elementos visuais para que o usuário possa rapidamente ter uma noção geral dos resultados e da relevância destes, e também permite que os resultados sejam reordenados, trocando a importância dos termos de pesquisa, ou excluindo algum. Para permitir a avaliação da relevância de cada resultado, a frequência de aparecimento de cada termo é representada com um quadrado colorido (quanto mais forte a cor, mais ocorrências). Assim é possível avaliar rapidamente um resultado mesmo sem abri-lo, e também comparar vários resultados. Off-topic sobre performance: eles estão em beta 0.9.5. Não sei se isso justifica, mas não consegui obter resultados para as três buscas que tentei fazer (tissu routine; computer; innovative search interfaces).

Conheci o HotMap através do artigo: A Comparative User Study of Web Search Interfaces: HotMap , Concept Highlighter, and Google (2006). O mesmo grupo fez as duas ferramentas, e testa como usuários se saíram com buscas com elas e com o Google, em termos de tempo de resposta e avaliação da relevância de resultados. Ainda não terminei de ler o artigo, mas ele me parece, também, uma boa fonte para entender como posso vir a fazer avaliações comparativas de interfaces (incluindo aí questões de relevância de resultados e técnicas utilizadas para cada caso).

Pesquisando um pouco mais sobre “innovative search interfaces“, encontrei:

  • um post de 2009 que traz uma opinião curta de dez motores de busca interessantes e inovadores precisarei olhar com mais calma os resultados e filtrar os que apresentam inovações de interface, mas acho que há algum potencial aqui.
  • Testei rapidamente o KartOO, porque o autor falou especialmente bem dele, mas em um uso mais superficial não consegui entender como é inovador ou útil. De fato precisarei olhar mais detalhadamente as sugestões.
  • o livro Search User Interfaces, também de 2009 e, no site do mesmo, o primeiro capítulo, para leitura. Acredito que pode ser um material interessante para me familiarizar com alguns conceitos (no entanto, como é de 2009, precisarei pesquisar o que o autor fez depois disso, para  não correr o risco de me basear em algo obsoleto).

Bueno, creio que o caminho agora é continuar. Status:

  • apresentar título ao orientador – ok!
  • entregar Declaração de Orientação –ok;
  • Anteprojeto (23%) – pending!
    • problema de pesquisa – ok;
    • título – ok;
    • bibliografia inicial – ok;
    • leitura e escrita (5%) – pending!!
      • comecei a ler artigos direcionados;
      • comecei algum nível de pesquisa por trabalhos relacionados;
      • montei estrutura do anteprojeto no LaTeX.