Avanços. E exemplos de Interfaces de Busca (ou recomendação) Inovadoras

2 e 3 de maio

Título sugerido pelo professor: Análise de Interfaces Homem Humano Computador Inovadoras para Sistema de Busca Baseado em Palavras-Chave

Declaração de Orientação: entregue (uhu! aos pouquinhos, chegarei lá). Encomenda do orientador: exemplos de interfaces de busca inovadoras.

7 de maio

Tomei a liberdade de incluir interfaces de recomendação, porque, como comentei n’outro post, há um campo comum entre as duas, em meu entendimento, na medida em que posso entender que uma recomendação é uma predição de resultados com base em gostos (ditos ativa ou passivamente) do usuário.

Burger King recomenda!

Burger King recomenda!

Destaques: três sliders permitem que o visitante altere dinamicamente os resultados mostrados nas sugestões do cardápio, de acordo com o que mais se adequa a sua vontade no momento. Pode-se variar a “leveza do produto” (+/- light); “sabor” (+/- doce); ou quanta energia se precisa (+/- energia). A partir disso, o sistema não apenas lista resultados (mostrando apenas o que, segundo seu algoritmo, se enquadra no pedido do usuário) como os ordena.

HotMap - interface antes dos resultados.

HotMap – interface antes da exibição dos resultados.

O HotMap traz alguns elementos visuais para que o usuário possa rapidamente ter uma noção geral dos resultados e da relevância destes, e também permite que os resultados sejam reordenados, trocando a importância dos termos de pesquisa, ou excluindo algum. Para permitir a avaliação da relevância de cada resultado, a frequência de aparecimento de cada termo é representada com um quadrado colorido (quanto mais forte a cor, mais ocorrências). Assim é possível avaliar rapidamente um resultado mesmo sem abri-lo, e também comparar vários resultados. Off-topic sobre performance: eles estão em beta 0.9.5. Não sei se isso justifica, mas não consegui obter resultados para as três buscas que tentei fazer (tissu routine; computer; innovative search interfaces).

Conheci o HotMap através do artigo: A Comparative User Study of Web Search Interfaces: HotMap , Concept Highlighter, and Google (2006). O mesmo grupo fez as duas ferramentas, e testa como usuários se saíram com buscas com elas e com o Google, em termos de tempo de resposta e avaliação da relevância de resultados. Ainda não terminei de ler o artigo, mas ele me parece, também, uma boa fonte para entender como posso vir a fazer avaliações comparativas de interfaces (incluindo aí questões de relevância de resultados e técnicas utilizadas para cada caso).

Pesquisando um pouco mais sobre “innovative search interfaces“, encontrei:

  • um post de 2009 que traz uma opinião curta de dez motores de busca interessantes e inovadores precisarei olhar com mais calma os resultados e filtrar os que apresentam inovações de interface, mas acho que há algum potencial aqui.
  • Testei rapidamente o KartOO, porque o autor falou especialmente bem dele, mas em um uso mais superficial não consegui entender como é inovador ou útil. De fato precisarei olhar mais detalhadamente as sugestões.
  • o livro Search User Interfaces, também de 2009 e, no site do mesmo, o primeiro capítulo, para leitura. Acredito que pode ser um material interessante para me familiarizar com alguns conceitos (no entanto, como é de 2009, precisarei pesquisar o que o autor fez depois disso, para  não correr o risco de me basear em algo obsoleto).

Bueno, creio que o caminho agora é continuar. Status:

  • apresentar título ao orientador – ok!
  • entregar Declaração de Orientação –ok;
  • Anteprojeto (23%) – pending!
    • problema de pesquisa – ok;
    • título – ok;
    • bibliografia inicial – ok;
    • leitura e escrita (5%) – pending!!
      • comecei a ler artigos direcionados;
      • comecei algum nível de pesquisa por trabalhos relacionados;
      • montei estrutura do anteprojeto no LaTeX.

Metáforas Visuais e Usabilidade; um Mapa Conceitual, Problema de Pesquisa e Título (!!)

29/04 -> Repassei uma das listas de referências da pasta indicada pelo orientador, baixei alguns dos artigos listados.

Ele é muito convincente.

Jack dá seu apoio moral.

30/04 – Estudei sobre metáforas visuais, para ter um conceito mais concreto. Encontrei um post que dava uma explicação curta, mas talvez suficiente. Li também um trecho de uma dissertação que destacava a importância da interface gráfica (e das metáforas visuais utilizadas em sua construção) no nível de interatividade alcançado entre sistema e  usuário.

O que entendi: uma Metáfora Visual é uma tradução de conceitos, ou uma transposição destes de um contexto para outro, para facilitar o entendimento do usuário, por aproximação de símbolos ou significados já comuns a seu cotidiano. Assim se enquadra por exemplo o uso de um ícone com uma tesoura para representar a ação de recortar.

01/05 – Comecei lendo dois textos curtos sobre usabilidade:

  • Uma matéria que sobre a importância de entender que a experiência de usuário vai além do designe.g., o conteúdo oferecido por um site também faz parte de sua UX, e, nesse sentido, o vocabulário utilizado também deve ser pensado.
  • Uma lista com 10 heurísticas para usabilidade, de Nielsen. Cita desde garantir a autonomia do usuário e reduzir o potencial para erros (exibindo mensagens de confirmação e dando suporte a desfazer refazer) até manter uma seção de ajuda ou exibir feedback claro sobre o status do sistema. Nielsen é um dos caras quando se trata de usabilidade, e tem trabalhos publicados na área desde 1990 (lá se vão 23 anos). Não pude deixar de fazer a correlação com aspectos importantes de gamificação: feedback, autonomia, que também se preocupa em construir sistemas centrados no usuário e em sua satisfação.

Dúvida surge: o que é maior: Usabilidade ou IHC? Encontrei um capítulo sobre Usabilidade e IHC, da dissertação de Breno Gentil, que estuda a Usabilidade de ambientes virtuais tridimensionais. Gostei do trecho abaixo, porque me faz pensar em valores que desejo que os usuários extraiam do fazDelivery:

Jordan (1999)* descreve satisfação como o nível de conforto que o usuário sente ao utilizar um produto e o quanto esse produto é aceitável para o usuário como veículo para atingir seus objetivos. Para Jordan existe atualmente bastante esforço em melhorar a usabilidade através da facilidade de uso, entretanto um usuário pode decidir usar um produto, apesar de sua dificuldade, por ele ser atrativo, divertido, surpreendente, memorável ou recompensador, ou seja, proporcionar prazer na experiência de uso. *(JORDAN, P.W. Pleasure with Products: Beyond Usability. London: Taylor & Francis, 1999)

Finalmente construí um mapa conceitual satisfatório para me ajudar a chegar a um problema de pesquisa. A partir disso me senti mais capaz de extrair um título para o projeto.

=> Surge um problema de pesquisa? Como a interação com o usuário pode melhorar os resultados apresentados por um buscador cujos itens pesquisados não são fortemente textuais?

02/05 – Briga para achar um título pra esse negócio (pois é, no title yet). Retrabalhei um pouco o problema de pesquisa: Como técnicas de IHC podem ajudar a melhorar os resultados apresentados por um buscador cujos itens pesquisados não são fortemente textuais?

Para ilustrar o potencial da interatividade, gosto do site do Burger King: eles oferecem um cardápio com uma interação para recomendações que é muito legal.

Título v.1: Avaliação de Técnicas de IHC para Melhorar a Classificação dos Resultados Oferecidos por um Sistema de Busca Baseado em Palavras-Chave

A ideia seria melhorar o rankeamento dos resultados do buscador do fazDelivery, abrindo assim a possibilidade de convergir trabalho e estudo.

Situação atual:

  • apresentar título ao orientador;
  • entregar Declaração de Orientação – 99%;
  • Anteprojeto (20%) – pending!
    • problema de pesquisa – ok;
    • título – ok;
    • bibliografia inicial – ok;
    • leitura e escrita – pending!!

Artigos – Broad Search

Finalmente baixei uns artigos que havia selecionado.

Temas relacionados:

  • gamificação;
    • aplicações de…
  • representações visuais de mecanismos de busca;
  • sistemas de recomendação e filtros;
  • comparação de mecanismos de busca.

Depois posto uma lista aqui de quais foram.

Preciso agora estabelecer uma meta de artigos estudados por dia e/ou semana, para prosseguir.

Esta atividade influencia:

  • Anteprojeto (5.05% concluído)
    • Referências Bibliográficas.

Primeiros direcionamentos

O orientador (Eduardo Jorge, EJ, doutor em Difusão do Conhecimento, professor rigoroso e entusiasta, biker), em conversa, sugere uma série de materiais e algumas palavras-chave. Em Busca, Usabilidade, Metáforas Visuais.

Faço um brainstorming com o amigo, sócio e colega Bruno e ele sugere que leia um artigo que ele pesquisou há um tempo atrás, quando pensava em fazer seu projeto na linha de Recomendação. De 2012: Recommender systems: from algorithms to user experience, de Joseph A. Konstan e John Riedl. Parece-me uma boa introdução para quem deseja trabalhar com sistemas de recomendação, apontando para a “evolução” da abordagem para melhoria de tais sistemas, que cada vez mais se volta para a Interação Humano Computador, ou Experiência de Usuário, em busca de refinamentos e alternativas de soluções.

Recheado com 92 referências, tem uns tantos artigos que também servem, julgo, para quem deseja trabalhar com usabilidade de busca no geral. Bruno e eu chegamos à conclusão (não confirmada por fontes acadêmicas, ainda não pesquisei mais a respeito) de que em alguma medida uma busca é uma recomendação em que o campo com mais peso é definido dinamicamente pelo usuário. Partindo de um princípio assim, penso novamente que posso me aproveitar bastante do material deste artigo. Comecei a avaliar referências citadas ontem, algumas foram baixadas, mas não terminei este levantamento.

Estou devendo:

  • olhar com calma o material passado pelo orientador;
  • fazer o mapa conceitual relacionando Busca e Usabilidade;
  • Título do Projeto
    • (unlock: Declaração de Orientação (pending));
  • Anteprojeto (5% concluído)