Versão final TCC entrege: etapa finalmente concluída

Após um longo hiato, notícias, para poder virar a página e/ou buscar novos rumos… A apresentação aconteceu na data prevista – 27 de junho, depois de um adiamento devido à suspensão das atividades na UNEB durante Copa + São João. Fiquei nervosa e tive muito medo de ser questionada e de que apontassem erros ou falhas metodológicas. Essa aliás foi a razão de eu ficar nervosa – o medo de haver erros graves. Houve questões a pontuar, o professor Alexandre Lenz, convidado para compor a banca, fez muitas observações importantes (queria ter recebido alguns daqueles feedbacks antes!). Havia espaço para ser melhor, mas acho que no fim o trabalho ficou mais interessante do que eu me sentia capaz de fazer e creio que isso me fez bem, me ajuda a ver que tenho potencial de construir coisas relevantes, e, também, de concluir projetos. Estou feliz por ter conseguido, após tantas idas e vindas, apresentar.

Mais de um mês depois, já em agosto, afinal entreguei a versão final da parte escrita, buscando refinar o trabalho com as considerações feitas no dia da banca. Confesso que não consegui me dedicar para realizar isso e que não fiz todas as alterações. Algumas porque não concordei, então refleti sobre o que havia sido dito, busquei meus argumentos e mantive como estava. Outras porque não sabia como faria e infelizmente, após todo esse processo, já me surgia novamente um desânimo advindo da sensação de que ninguém se importa muito com esse trabalho, lá dentro: professores, avaliadores etc – é algo pontual que será em grande parte esquecido, salvo se por acaso algum estudante que buscar fazer um tcc com algum nível de alinhamento se lembrar de procurar por lá. Isso tirou um pouco minha motivação de continuar mexendo naquele projeto. Não porque a temática seja desinteressante, mas porque me pareceu um esforço sem propósito. Pra reduzir essa aridez que sinto em relação a esse processo, fica aqui disponível o link para quem quiser ler a monografia.

O título da versão final do projeto é: Inspeção e Evolução da Usabilidade de Buscadores Tipo Diretório: Estudo de Caso com o fazDelivery.

Para os “slides” da apresentação (é interessante porque há imagens comparando as interfaces do fazDelivery, nele), visite o prezi.

É isso, a partir de agora, esse blog talvez se torne mais experimental/ pessoal e menos profissional. Mas ainda conterá, de algum modo, meus aprendizados, reflexões, caminhos e o andamento de alguns projetos, com sorte. Gracias a tod@s que de algum modo me acompanharam nessa longa trajetória. (:

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52 dias: metodologias para escrever (e ler)

Como andei dizendo por aqui, estou tendo muita dificuldade com o Referencial Teórico, especialmente no aspecto de saber o que ler. O que é importante? Para onde ir? Como seguir um caminho lógico que me permita otimizar o que leio?

Estava conversando sobre isso com Bruno e ele lembrou a abordagem top down:

“vai ser no esquema top down: faz um índice inicial, daí escreve uma frase pra cada capitulo, itera no índice, aí escreve 1 parágrafo pra cada, daí uma página pra cada, itera no índice, daí v1 pra cada”

(…)

“agora tenho que escrever algo num capítulo específico e n sei o que escrever; daí começarei a ler para escrever, capítulo por capítulo. Ler solto é barril”

Isso me lembrou as dicas de metodologia de escrita, que Eduardo Jorge, que é orientador e professor da disciplina de TCC II, deu para nós. Tricia, outra professora da disciplina, também nós orientou a fazer algo similar, ainda que dito de outro modo. Expandindo a ideia (copiado diretamente do que EJ nos repassou):

Escrita top-down:

(more…)

Leitura: Serra, Raquel. Princípios do Design de Interfaces Aplicados à Busca

Terminei a leitura do TCC de Raquel Serra, que comecei ontem.

Alguns destaques que considerei interessantes:

“[Um modelo mental] Representa o processo de pensamento de uma pessoa para como algo funciona (ou seja, o entendimento do mundo ao redor). Modelos mentais são baseados em fatos incompletos, experiências passadas e até mesmo percepções intuitivas. Eles ajudam a moldar ações e comportamentos, influenciam o que será considerado mais relevante em situações complexas e definem como indivíduos confrontam e resolvem problemas.” (Carey, 1986, apud Weinschenk, 2010).

E: “Conhecer a maneira como os usuários pensam e agem diante de uma necessidade de informação permite o desenvolvimento de interfaces com as quais ele pode se identificar, tornando-as mais fáceis e úteis para ele.” (p. 34)

Essa questão do modelo mental me fez pensar que pode ser algo útil de eu tentar construir – talvez com grupos focais, como Eduardo Jorge sugeriu -, para entender melhor o processo de pensamento das pessoas quando estão buscando um serviço de delivery: o que levam acham mais importante para comparar, que informações querem ver primeiro, em quem confiam para tomar decisões etc.

Fatores de usabilidade, segundo Nielsen:

  • Facilidade de aprendizagem
  • Eficiência de uso
  • Facilidade de memorização
  • frequência e recuperação de erros
  • satisfação subjetiva
  • ergonomia

Listagem dos princípios do design de interação:

  • divulgação progressiva,
  • resposta imediata,
  • visualizações alternativas, previsibilidade,
  • reconhecimento sobre recuperação,
  • interrupção
  • mínima, manipulação direta
  • contexto de uso

Preciso aprofundar uma explicação sobre todos estes pontos, para o referencial teórico.

Entendimento geral: é um bom material introdutório para quem não está familiarizado com conceitos de usabilidade, design de interação e sua importância. Além disso, por ser focado na interface de sistemas de busca trouxe elementos interessantes para meu projeto, e já traz um exemplo de análise de interface – no caso, do Google. Fiquei com a sensação de que esta análise heurística do Google, no entanto, foi meio superficial – como se apenas alguns aspectos deste tivessem sido abordados, em cada princípio. Preciso atentar para isso quando for fazer minhas próprias análises.

18/19 de abril – gamificação, auto-avaliação e mais uma meta adiada

Assisti a uma vídeo-aula do curso de Gamificação, sobre as contribuições mais diretas do Behaviorismo para a Gamificação. O principais pontos são:

  • É importante observar como as pessoas de fato se comportam. Pode parecer meio óbvio, mas alguns campos e estratégias são capazes de se fiar apenas na teoria, e esquecer de retroalimentar suas hipóteses com as (re)ações das pessoas, de fato. O behaviorismo trabalha com observação de hábitos, então traz a força e a importância desse ponto;
  • Relevância do feedback. Uma vez que uma das formas de os seres (em especial as pessoas) mudarem comportamentos é através da observância de como suas ações influenciaram o mundo, somos muito sensíveis a feedbacks, a mecanismos que nos digam o resultado de nossas ações e escolhas. Dois tipos interessantes e complementares:
    • mostrar onde estamos em nossa trajetória;
    • destacar o que falta para alcançarmos o próximo patamar, preferencialmente em forma de pequenas metas fáceis de entender e alcançar.
  • Recompensas: úteis e válidas em uma boa medida, visto que estimulam a liberação de dopamina no cérebro. Mas não devem ser a única estratégia utilizada, em um projeto / solução de gamificação. O campo é muito mais amplo e rico do que apenas pontos, badges e quadros de lideranças (popularmente conhecido como PBL – points, badges, leaderboards) ou “viciar” os jogadores. Uma boa solução de gamificação explorará alguns mecanismos e componentes.

Revisei e submeti a avaliação dos exercícios dos colegas de curso (faz parte do curso em si) e a minha. Foi um exercício muito bom de retroalimentação e autocrítica (mesmo enquanto lia as respostas dos outros). Gostei muito da experiência, cada pequena atividade deste tipo me ajuda a amadurecer meu senso crítico.

Na quinta falei com o professor de TCC I, Marco Simões. Ele frisou que para o anteprojeto não é preciso fazer um estudo exaustivo das fontes. Trata-se de um contato que permita demonstrar que há viabilidade para continuar dedicando tempo ao projeto, mas não é ainda o momento da revisão bibliográfica em si. Em palavras mais cruas: deixa de firula e escreve, Juliana! Quero ver se consigo fazer isto neste fim de semana.

Uma estratégia que provavelmente usarei é começar a escrever e ver os pontos em que o próprio texto me pergunta “por que você está afirmando isto? quem comprova o que você está dizendo aqui? com que fundamentos?” tais questionamentos naturalmente puxam as leituras e referências que devem aparecer neste momento.

Pendentes:

  • Declaração de Orientação – 80% (prontos: orientador, tema geral. falta: título);
  • Anteprojeto – 7% (pronto: tema geral, artigos iniciais. falta: refinar o tema, começar a escrever e identificar os gaps de fundamentação).

Primeiros direcionamentos

O orientador (Eduardo Jorge, EJ, doutor em Difusão do Conhecimento, professor rigoroso e entusiasta, biker), em conversa, sugere uma série de materiais e algumas palavras-chave. Em Busca, Usabilidade, Metáforas Visuais.

Faço um brainstorming com o amigo, sócio e colega Bruno e ele sugere que leia um artigo que ele pesquisou há um tempo atrás, quando pensava em fazer seu projeto na linha de Recomendação. De 2012: Recommender systems: from algorithms to user experience, de Joseph A. Konstan e John Riedl. Parece-me uma boa introdução para quem deseja trabalhar com sistemas de recomendação, apontando para a “evolução” da abordagem para melhoria de tais sistemas, que cada vez mais se volta para a Interação Humano Computador, ou Experiência de Usuário, em busca de refinamentos e alternativas de soluções.

Recheado com 92 referências, tem uns tantos artigos que também servem, julgo, para quem deseja trabalhar com usabilidade de busca no geral. Bruno e eu chegamos à conclusão (não confirmada por fontes acadêmicas, ainda não pesquisei mais a respeito) de que em alguma medida uma busca é uma recomendação em que o campo com mais peso é definido dinamicamente pelo usuário. Partindo de um princípio assim, penso novamente que posso me aproveitar bastante do material deste artigo. Comecei a avaliar referências citadas ontem, algumas foram baixadas, mas não terminei este levantamento.

Estou devendo:

  • olhar com calma o material passado pelo orientador;
  • fazer o mapa conceitual relacionando Busca e Usabilidade;
  • Título do Projeto
    • (unlock: Declaração de Orientação (pending));
  • Anteprojeto (5% concluído)

.Hello, world.

(Existe frase mais clichê pra computação?)

Bem vind@ a meu blog pessoal. Para começo de conversa, ou, melhor seria dizer, para primeiras postagens, espere encontrar um diária de pesquisa de meu Trabalho de Conclusão de Curso em Sistemas de Informação.

O plano é fazê-lo em cima da usabilidade para interfaces de busca. Há muito que refinar e especificar dentro deste tema, mas essa é a visão geral, a região da montanha de que agora me acerco.

Por hora é isso. Tentarei manter o ritmo. No estudo e, se tudo correr bem, nas postagens aqui, na medida em que surgirem avanços e mudanças.