Evolução da tecnologia e usabilidade

Achei interessante. Quando não há outras opções, acho que encaramos os problemas / dificuldades com outra disposição. Há níveis diferentes de “fetishe” e análise, e algumas coisas de fato se tornam muito estranhas quando surgem soluções mais simples (rebobinar e avançar pra achar uma música? zilhões de fitas? ew…).

Para além disso, é legal ver as reações das “crianças”…

Vídeo: Google Tech Talk: Search User Interfaces (Marti Hearst)

Nesta palestra Hearst dá uma espécie de visão geral de seu livro, com aprofundamentos em alguns capítulos que considerou mais chave, dada a limitação de tempo.

Um dos capítulos que ela escolhe é o segundo, que trata sobre a avaliação de interfaces de busca. Ela destaca alguns tipos de avaliação normalmente feitos ao longo do processo de desenvolvimento de uma nova interface:

  • Informal (discount) usability testing
  • Formal laboratory studies
  • Field studies
  • Longitudinal studies – trata-se de um estudo feito em um longo período de tempo, com os mesmo usuários, que permite observar como suas impressões objetivas da interface mudam, na medida em que ganham mais familiaridade com a mesma. Hearst sugere que se faça mais esse tipo de teste – não sei se conseguirei, dadas as circunstâncias de tempo e quantidade de usuários, mas, se não conseguir, pode ser um bom trabalho futuro a ser realizado para o trabalho.
  • Log file analysis
  • Large-scale testing (A/B testing, bucket testing, parallel flights)

Às vezes pode ser importante reconhecer que o design proposto só funciona bem para alguns tipos de tarefas.

Outro ponto que ela destaca é que é importante escolher um grupo de usuários que combine com o tipo de ambiente que se está propondo – é necessário que sejam pessoas motivadas e que gostem do que se trata, do contrário, suas respostas serão muito enviesadas, não necessariamente devido a sua experiência com a interface, mas porque não têm interesse no assunto que ela aborda. Uma forma de lidar com isso é dar opções de tarefas a serem realizadas, de modo que possam escolher a(s) que lhe(s) interessa(m) mais.

Tudo indica que esta lista será muito útil para a etapa do projeto de testes – e design – da nova interface. Ela cita alguns artigos sobre o assunto, que estão no livro também e podem ser fonte de referência e inspiração.

Pra mim a parte sobre avaliação acabou sendo a mais interessante do vídeo. Ela também aborda a questão da construção das queries e como apoiá-las, mas, talvez porque não pretendo trabalhar muito com esse tópico, não me chamou tanto atenção. Outros capítulos abordados foram integração entre busca e navegação, visualização de buscas, personalização e futuras tendências – esta última parte ela aborda em mais detalhes, e talvez de modo mais atualizado, no artigo ‘Natural’ Search Interfaces, de 2011.

Como disse, serviu para ter ideias sobre testes e avaliações – e para me dizer que realmente preciso ler logo esse livro, se pretendo chegar a algum lugar com este trabalho.

Dicas de Usabilidade – O usuário está bêbado

Nah, na verdade não. Mas alguns traços do comportamentos de uma pessoa bêbada, se levados em conta, podem nos ajudar a construir uma experiência de usuári@ melhor.

Com vocês… The user is drunk:

Do the internet better. 😉