De desconstruções e instantes

Neste semestre da faculdade, nas aulas de tradução, a segunda avaliação que fiz foi para traduzir um poema atribuído a Acolmiztli Nezahualcoyotl, asteca pré-colombiano. Segue a versão que foi trabalhada na prova:

Truly do we live on Earth?
Not forever on Earth; only a little while here.
Although it be jade, it will be broken.
Although it be gold, it is crushed.
Although it be quetzal feather, it is torn asunder.
Not forever on Earth; only a little while here.

Acrescento à lista a tradução que fiz para a prova, guardadas as ressalvas de que era não nos foi dada contextualização do texto além do nome do autor, e a tradução foi feita em um ambiente no qual não podíamos fazer pesquisas acerca do texto, nem acessar dicionários variados, além de termos, claro, a limitação do tempo – muitos dirão desculpas, desculpas”. Bem, em alguma medida, sim xD

 

Vivemos nós verdadeiramente na Terra?
Não para sempre na Terra; aqui breves momentos, apenas.
Ainda que jade seja, será quebrado.
Ainda que ouro seja, é esmagado.
Ainda que a pluma do quetzal seja, é despedaçada.
Não para sempre na Terra; aqui breves momentos, apenas.

Quetzal

A ave quetzal vista voando na Guatemala, por fotógrafo cujo nome não resgatei ‘-‘

Acontece que este poema, que até onde consegui entender, era na verdade parte de um canto asteca (não li se sagrada, religioso, ou apenas de exaltação para os nobres da época), foi escrito em nahuatl, ou, aportuguesando, nauátle. E o que tem isto? Bem… esta é uma língua de escrita pictórica, então o modo de interpretar/traduzir algo é… enfim, inegavelmente, uma questão de interpretação, já que desenhos podem ser mais facilmente entendidos como uma nuvem de conceitos do que palavras.

A questão da dificuldade de traduzir poemas, a curiosidade com como seria ele escrito em sua “”língua original”” me fizeram hoje ir atrás de ver um pouco mais, até para tentar entender “discrepâncias de versões” que encontrei no inglês. Decidi compilar aqui o resultado, porque… Achei divertida a coisa, e quero quem sabe prosseguir nisto, em algum momento. Ao final do post listei as principais referências para as versões aqui listadas.

Durante a pesquisa, encontrei detalhes que me chamaram a atenção, e extrapolam talvez o nível do poema: o que me parecem ser adaptações (por exemplo, em um dos textos em espanhol, não temos a menção ao pássaro quetzal); na transcrição do nahuatl desta mesma versão, aparece um etcetera que não sei dizer se foi um erro de digitação, fruto do tédio ou erro de software de captura de imagem/texto. Acho que também encontrei umas adaptações de escrita das palavras, não apenas de semântica/ objetos.

Enfim, fica aqui salvo o resultado deste ímpeto de pesquisa madrugada adentro. Espero voltar a ele em algum momento, no mínimo para mostrar aqui o que me chamou a atenção entre as versões; e para tentar resgatar uma versão em nahuatl pictórico, não transcrito…

Yo lo Pregunto¹

Yo Nezahualcóyotl lo pregunto:
¿Acaso de veras se vive con raíz en la tierra?
Nada es para siempre en la tierra:
Sólo un poco aquí.
Aunque sea de jade se quiebra,
Aunque sea de oro se rompe,
Aunque sea plumaje de quetzal se desgarra.
No para siempre en la tierra:
Sólo un poco aquí.


 

Pensamiento²

¿Es que en verdad se vive aquí en la tierra?
!No para siempre aquí!
Un momento en la tierra,
si es de jade se hace astillas,
si es de oro se destruye,
si es plumaje de ketzalli se rasga,!No para siempre aquí!
Un momento en la tierra.


Truly do we live on earth?³

Not forever on earth; only a little while here.
Although it be jade, it will be broken,
Although it be gold, it is crushed,
Although it be quetzal feather, it is torn asunder.
Not forever on earth; only a little while here.


 

No para siempre en la tierra,⁴
sólo un poco aquí.
Aunque sea jade se quiebra,
aunque sea metal precioso se hace pedazos,
la pluma preciosa se rasga.
No para siempre en la tierra,
sólo un poco aquí.


Annochipa tlalticpac. Zan achica ye nican. Ohuaye ohuaye. Tel ca chalchihuitl no xamani, no teocuitlatl in tlapani, no quetzalli poztequi. Yahui ohuaye. Anochipa tlalticpac zan achica ye nican. Ohuaya ohuaya.⁵


Not forever on earth, only a brief time here! Even jades fracture; even gold ruptures, even quetzal plumes tear: Not forever on earth: only a brief time here! Ohuaya, ohuaya.⁵

 

Fontes dos textos (exceto o primeiro, pois não veio indicada, na prova):

¹ https://masdemx.com/2016/08/5-mejores-poemas-de-nezahualcoyotl/

² http://neomexicanismos.com/mexico-prehispanico/nezahualcoyotl-poemas-cortos-filosofia/

³ Aztec Thought and Culture: A Study of the Ancient Nahuatl Mind (acessado online em: https://books.google.com.br/)

http://www.historicas.unam.mx/publicaciones/publicadigital/libros/cantares/cm02/23_xx_aqui%20empiezan%20los%20cantos.pdf

http://www.famsi.org/research/curl/nezahualcoyotl2.html

Extra:

Onde também encontrei versões deste e de outros cantos de Nezahualcoyotl, traduzidas para o inglês por John Curl: http://www.red-coral.net/Hungry.html

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Das (im)possibilidades da leitura

Anotações meio soltas, enquanto estudo o capítulo O Leitor, do livro O Demônio da Teoria, de Antoine Compagnon…

  • Textos acadêmicos
  • interpretações
  • significados que escorrem, não grudam
  • quando estamos prontos?
  • multiplicidade de significados de cada palavra, e de cada sintaxe
  • Estação Atocha no meio disso tudo
  • pacto de leitura – retomada de conceitos vistos em na oficina de produção de textos…?

“[…] a obra literária tem dois pólos, […] o artístico e o estético: o pólo artístico é o texto do autor e o pólo estético é a realização efetuada pelo leitor. Considerando esta polaridade, é claro que a própria obra não pode ser idêntica ao texto nem à sua concretização, mas deve situar-se em algum lugar entre os dois. Ela deve inevitavelmente ser de caráter virtual, pois ela não pode reduzir-se nem à realidade do texto nem à subjetividade do leitor, e é dessa virtualidade que ela deriva seu dinamismo. Como o leitor passa por diversos pontos de vista oferecidos pelo texto e relaciona suas diferentes visões e esquemas, ele põe a obra em moimento, e se põe ele próprio igualmente em movimento.” (Iser, Der Akt des Lesens, p. IX. apud Compagnon, Antoine – O Demônio da Teoria, p. 149)

Mas ocorre que este próprio comentário, por mais que nos seduza e ressoe em nós, também pressupõe estilos de leitura e de recepção, já.

Reflexões pedalantes. De ciclovia e asfalto

Hoje tinha um compromisso e decidi que iria pedalando, para ser mais senhora de meu tempo – e porque gosto. rs. Tanto em meu trajeto de ida, quanto de volta, fiz alguns trechos por ciclovia, outros pelo asfalto. E senti medo. E pensei.

E pensava que… tenho medo de pedalar no asfalto. Mas também tenho medo de pedalar na ciclovia. Então… a questão não são os motoristas. A questão me parece ser… Nossa dificuldade de conviver. Não sabemos fazer isso. E… a violência de Salvador. Nosso trânsito é violento. Nosso asfalto ondulado e esburacado é violento. Nossas ciclovias estreitas, esburacadas, escuras, trepidantes são violentas. Nossos ônibus são violentos com todos – seus próprios motoristas, os passageiros, quase todo mundo ao redor… E… em um contexto violento, como aprenderemos a conviver? Como teremos ternura, respeito, paciência, reconhecimento…?

Salvador é uma cidade que, por vezes, parece gostar de maltratar.

Mudanças

A partir de hoje, não faço mais parte da equipe da SECTI. Foi uma aventura para a qual eu, de início, não sabia se estaria pronta. De fato, não estava. Acho que nunca chegamos prontos nos lugares. A vivência e a experiência é que nos ajudam a fortalecer, despertar, trabalhar as habilidades que são requeridas de nós, nas jornadas em que nos metemos por esta vida afora.

E, por isso, sou grata. Sou agora uma pessoa com mais XP! =] Tive oportunidades excelentes durantes estes dois anos – eventos únicos, pessoas dentro e fora da SECTI, iniciativas pioneiras em nosso estado… Ampliei meus horizontes enquanto pessoa e enquanto profissional, eduquei-me um bocado politicamente – no sentido mais amplo da palavra, de luta. Foram dois anos muito ricos, e hoje estou mais próxima de ser a pessoa que busco ser, nesse mundo – e a SECTI faz parte disso.

Mas sou grata também à transitoriedade da vida, que me chacoalha vez ou outra, e me dá a difícil bênção de não me acomodar por tempo demais. É hora de juntar todos os crescimentos e aprendizados, as consciências que elaborei, e descobrir como posso contribuir ainda mais para criar mundos diferentes… E que venham as próximas aventuras! /o/

Reflexões sobre bikes e convivência – no asfalto e fora dele

Eu vejo um vídeo de um motorista de ônibus agredindo a um ciclista, depois de os dois se desentenderem no trânsito. O motorista, com o que parece ser uma barra de ferro, bate na bicicleta, principalmente. Várias vezes. Então ele se afasta, e o ciclista pega e decide que vai entrar no ônibus com a bicicleta (para acompanhar o motorista até a garagem e prestar queixa? para garantir que não deixará escapar a informação de quem fez aquilo com ele, caso o veículo vá embora?). Cobrador e motorista usem-se para expulsá-lo do ônibus. Novamente, de forma agressiva.

Nesse momento outras pessoas da rua (além da que filma) começam a ir pra cima, para intervir e evitar que a situação se agrave. Obviamente todos os ânimos estão exaltados.

O trânsito fica bagunçado, as pessoas ficam bagunçadas.

Eu pedalo pelas ruas de Salvador com alguma frequência. Já pedalei um pouco por outras cidades – Porto Alegre, Criciúma e algums próximas, Pelotas, subindo o litoral norte aqui na Bahia, Sófia, Barcelona. É impossível dizer que nunca vi atitudes claramente agressivas de motoristas contra ciclistas. Contra mim.

Mas também é impossível dizer que nunca vi atitudes agressivas e irresponsáveis de ciclistas – muitas vezes, compartilhadas em vídeos como se fossem sinônimo de liberdade e.. não sei o que mais – furar sinal com pessoas atravessando na faixa, passar de forma irresponsável em espaços muito estreitos entre carros, passar em alta em lugares de saída de carros. Ser desrespeitosos com pedestres que estão na ciclovia (qualquer semelhança com situações paralelas não é mera coincidência).

E também já vi muitos motoristas sendo gentis e atenciosos comigo. Já fui cumprimentada por cobrador de ônibus que sempre passa quando estou indo pro trabalho de bike. Já fui “escoltada” em cruzamentos mais perigosos. Tive a sorte de, nas duas vezes em que caí por conta de motoristas desatentos, eles pararam para ver como eu estava e prestar socorro.

Tive o azar de já levar fino de ônibus. MUITO fino. Tive a tristeza de ser cortada por carrão me xingando. Passei raiva com pedestre me zoando por eu passar apitando em ciclovia. Passei sustos absurdos por ciclistas virem na contramão e não saírem, mesmo me vendo. Ou por, pior – jogarem a bike em cima de mim, mesmo sem necessidade.

O trânsito – na ciclovia ou no asfalto – é lugar de convivência. E a boa convivência – pasmem – é resultado de um conjunto de fatores. Respeito. Cuidado. Compreensão. Atenção. Responsabilidade. Acolhimento. Reconhecimento.

Não acredito que motoristas são especialmente seres piores do que ciclistas. Porque continuam sendo pessoas. E porque, como disse, vejo muito ciclista fazendo muita coisa bem ruim. Acredito, por outro lado, que motoristas têm aprendido ao longo de décadas que o asfalto é lugar deles. E que, em uma sociedade que NÃO ensina a conviver e NÃO ensina a compartilhar espaços… Todos nós não sabemos conviver, nem compartilhar espaços – é só ver como muito ciclista age com pedestres ou outros carros, quando está em situação de vantagem, para vermos que todos padecemos dessa habilidade de deixar o que consideramos ser direito apenas nosso nos subir à cabeça.

Apesar de entender que as bikes são MUITO mais frágeis do que quase todos os outros elementos do trânsito – ou talvez por isso mesmo -, NÃO acredito que nos tornarmos mais agressivos, ou criarmos uma visão de que motoristas são iminentemente nossos inimigos, irá nos ajudar em algo.

Mais uma vez, e novamente, desconheço a habilidade do aumento da segregação para construir pontes.

Vou continuar achando que a saída não é ver motoristas como inimigos. Acho que estamos deixando de ver elementos importantes dessa “disputa”, se enxergamos as coisas desse modo…

Utilidades: IDEs online

Nos últimos tempos, por conta de uma mistura de fatores, voltei a me debruçar sobre programação não apenas como parte de meu trabalho, mas também estudando algoritmos e fazendo desafios (através do www.hackerrank.com, e até o momento tem sido uma experiência legal).

Como por preguiça estou sem ambiente de programação no computador de casa, estou buscando IDEs online quando preciso fazer testes para entender o que fez minha resposta aos desafios falharem. Buscando algumas, encontrei umas quantas que vão logo pedindo para nos cadastrarmos, antes de termos acesso à interface de programação. E encontrei duas (não fiz uma busca profunda) que têm a opção do cadastro, mas deixam você ir programar sem isso, se não se importar de correr o risco de perder seu código.

Para não perder o hábito de compartilhar coisas que considero úteis, e para não perder mais as ferramentas – pois hoje, quando precisei, já não sabia qual eu havia usado anteriormente, é que surgiu este post. Então, anota aí comigo:

Ambas permitem escolher dentre uma série de linguagens, e informam o compilador utilizado. Confesso que até o momento só usei a primeira, mas é sempre bom ter mais de uma opção. E, se você quiser algo mais robusto, pode usar o c9.io, que, dentre outras coisas, permite criar uma máquina virtual para rodar o código – se você está criando algo que é dependente do ambiente – digamos, por conta de restrições de memória, plataforma, sei lá – esta seria uma boa opção.

Então é isso! Continuo por aí. E por aqui. Vida longa e próspera.

Sobre relacionamentos, sofrimentos, ciúmes e [não] monogamia…

Esta é uma reflexão bem crua que saiu de uma poli discussão de mulheres no facebook acerca da possibilidade de escolha pela não monogamia para lidar com a vontade de não exclusividade, e sobre o entendimento de que o ciúmes seria um dos grandes vilões da não monogamia. Em um resumo superficial. Senti vontade de “salvá-la pra posteridade”, então, aqui fica. Ou vai.

Relacionamentos podem doer no formato que forem… Não monogamia não significa não machucar e não sofrer, assim como monogamia também não significa. Somos humanos, em uma jornada sem fim de aprendizado, e relacionar-se é algo que com cada pessoa e em cada fase de nossas vidas será um aprendizado à parte.

Acho que se você mesma não se vê apenas com uma pessoa pela vida toda, pode ser que a não monogamia seja um caminho, ou pode ser que você possa desconstruir a ideia romântica de estar com uma pessoa pelo resto da vida, por exemplo. 😛

O ciúmes existe também em relações monogâmicas, e pessoas em relações monogâmicas estáveis, que se amam e sabem que querem estar apenas uma com a outra, passam por isso. Entender como lidar com ele não é algo que apenas pessoas não monogâmicas enfrentam… Minha percepção atual é de que não necessariamente deixarei de sentir ciúmes – a questão das relações como posse, com exclusividade, especialmente para mulheres, como muitas vezes dito, é algo imposto e reproduzido em variados discursos, em variadas culturas e sociedades. É difícil um indivíduo em uma vida finita conseguir vencer isso sozinho!

Acho que nesse sentido grupos de conversa, redes de apoio, exemplos de outras experiências são importantíssimos… Porque… estamos razoavelmente acostumados a pensar que “vale a pena lutar” pelas relações monogâmicas em que estamos, mas a cada sofrimento em uma relação não monogâmica, o comum é dizerem que “é claro que isso não daria certo”, “onde já se viu” etc etc etc. Então… apesar de os dois grupos de formatos darem trabalho, há muito mais pressão quando o fracasso é na não monogamia… O que torna os fardos muito mais pesados, especialmente quando sentimos ciúmes ou coisas assim…

Reflexões que não findam aqui. Mas que… já carregam algo válido, assim.

Lidar com as coisas

… Mexer o corpo faz bem… Talvez, porque, além de trazer o foco para mim mesma, e, assim, ajudar a centrar, também ajude a fazer circular energias paradas…

Ritmo, disciplina, recuperação, frustração…

Um ano de parkour, e continuo nos seis meses.
Quiçá antes…

Seis meses de parkour

E as coisas continuam difíceis. Algumas talvez mais difíceis do que antes.

Não encontrei ainda ritmo, nem caminhos eficientes de lidar com medos e inseguranças, com o ego. Muito mais do que gostaria me sinto cansada e incapaz e fraca. Continuo me perguntando se faz sentido eu continuar tentando isso, quando tudo parece tão difícil, quando tantos movimentos que “todos” consideram fáceis são pra mim obstáculos que travam meu peito de medo.

Eu nem vim aqui pra falar do parkour, ia falar sobre ritmo, sobre encontrar o modo do corpo funcionar que me permite continuar treinando (ou pedalando, ou o que for) sem que eu precise parar, sem que eu precise me distanciar da prática. E eu ia falar que fico me questionando, e pensando que eu não quero me sentir uma iniciante pra sempre em tudo, e uma parte minha pensa – “Então, tá. No que você quer ser boa?” Porque, em parte, é uma questão de escolher a que você vai se dedicar… É inevitável melhorar, se você escolher algo e praticar consciente, persistente e continuamente. E se você olhar para a sua trajetória para entender a melhora – essa é uma das partes mais difíceis pra mim. Em quase tudo e, no parkour, ainda mais.

Então, eu não ia falar diretamente do parkour, mesmo que muitos dos pensamentos que eu queria escrever aqui surjam dos meus questionamentos em relação ao parkour. Mas daí o meu último post era sobre eu falando de como, após dois meses, tudo era ainda muito novo. E eu olhei um esquemazinho que fiz na época, uns rabiscos tentando ilustrar pra mim como é uma precisão, e vi que na época eu entendia errado o movimento, e consegui ver isso porque uns dois ou três meses depois daquele post eu tava ainda treinando precisões e de repente o corpo fez a coisa certa, e consegui, mais do que entender, sentir que estava certo. Ou mais certo do que até então. E aí pensar em tudo isso me puxou de volta pra questão do parkour, mas de um jeito assim, aleatório, trôpego, tergiversante. Acho que isso é fruto de eu precisar pensar, e precisar escrever. Seja como for, reconheço que foi legal olhar pro desenho e ver que aprendi algo, de fato, nesses 6 meses. De um jeito que me parece muito mais lento do que a maioria das pessoas que chegam nessa prática, mas aprendendo. O pior seria estar parada no mesmo lugar…

Precisões: agora ligeiramente mais precisas

Precisões: agora ligeiramente mais precisas

E.. enfim. Agora perdi o fio da meada. Mas ao menos termino o texto com uma sensação de que, se a gente não para, eventualmente muda de lugar.