Seis meses de parkour

E as coisas continuam difíceis. Algumas talvez mais difíceis do que antes.

Não encontrei ainda ritmo, nem caminhos eficientes de lidar com medos e inseguranças, com o ego. Muito mais do que gostaria me sinto cansada e incapaz e fraca. Continuo me perguntando se faz sentido eu continuar tentando isso, quando tudo parece tão difícil, quando tantos movimentos que “todos” consideram fáceis são pra mim obstáculos que travam meu peito de medo.

Eu nem vim aqui pra falar do parkour, ia falar sobre ritmo, sobre encontrar o modo do corpo funcionar que me permite continuar treinando (ou pedalando, ou o que for) sem que eu precise parar, sem que eu precise me distanciar da prática. E eu ia falar que fico me questionando, e pensando que eu não quero me sentir uma iniciante pra sempre em tudo, e uma parte minha pensa – “Então, tá. No que você quer ser boa?” Porque, em parte, é uma questão de escolher a que você vai se dedicar… É inevitável melhorar, se você escolher algo e praticar consciente, persistente e continuamente. E se você olhar para a sua trajetória para entender a melhora – essa é uma das partes mais difíceis pra mim. Em quase tudo e, no parkour, ainda mais.

Então, eu não ia falar diretamente do parkour, mesmo que muitos dos pensamentos que eu queria escrever aqui surjam dos meus questionamentos em relação ao parkour. Mas daí o meu último post era sobre eu falando de como, após dois meses, tudo era ainda muito novo. E eu olhei um esquemazinho que fiz na época, uns rabiscos tentando ilustrar pra mim como é uma precisão, e vi que na época eu entendia errado o movimento, e consegui ver isso porque uns dois ou três meses depois daquele post eu tava ainda treinando precisões e de repente o corpo fez a coisa certa, e consegui, mais do que entender, sentir que estava certo. Ou mais certo do que até então. E aí pensar em tudo isso me puxou de volta pra questão do parkour, mas de um jeito assim, aleatório, trôpego, tergiversante. Acho que isso é fruto de eu precisar pensar, e precisar escrever. Seja como for, reconheço que foi legal olhar pro desenho e ver que aprendi algo, de fato, nesses 6 meses. De um jeito que me parece muito mais lento do que a maioria das pessoas que chegam nessa prática, mas aprendendo. O pior seria estar parada no mesmo lugar…

Precisões: agora ligeiramente mais precisas

Precisões: agora ligeiramente mais precisas

E.. enfim. Agora perdi o fio da meada. Mas ao menos termino o texto com uma sensação de que, se a gente não para, eventualmente muda de lugar.

Comecei a treinar parkour há uns 2 meses e meio

Ainda é tudo muito novo.

Mas dá vontade de pensar isso de muitas formas. Como esses rabiscos aí que fiz hoje.

Parkouriscos

Rabiscos com entendimentos (ou não) sobre precisões…

On obvious secrets

“If it seems I’ve come the long way around, perhaps I have. But I wanted to show what we all have in us, that is has always been there, and so few of us bother to notice. When people ask me where I get my ideas, I laugh. How strange – we’re so busy looking out, to find ways and means, we forget to look in.”

Ray Bradbury, Zen in the art of writing. How to keep and feed a muse. p. 36

On experiences, creativity, inspiration…

(…) Similarly, in a lifetime, we stuff ourselves with sounds, sights, smells, tastes, and textures of people, animals, landscapes, events, large and small. We stuff ourselves with these impressions and experiences and our reaction to them. Into our subconscious go not only factual data but reactive data, our movement toward or away from the sensed events.

These are the stuffs, the foods, on which The Muse grows. This is the storehouse, the file, to which we must return every waking hour to check reality against memory, and in sleep to check memory against memory, which means ghost against ghost, in order to exorcise them, if necessary.

What is The Subconscious to every other man, in its creative aspect becomes, for writers, The Muse. They are two names for one thing. But no matter what we call it, here is the core of the individual we pretend to extol, to whom we build shrines and hold lip services in our democratic society. Here is the stuff of originality. For it is in the totality of experience reckoned with, filed, and forgotten, that each man is truly different from all others in the world. For no man sees the same events in the same order, in his life. One man sees death younger than another, one man knows love more quickly than another. Two men, as we know, seeing the same accident, file it with different cross-references, in another part of their own alien alphabet. There are not one-hundred elements, but two billion elements in the world. All would assay differently in the spectroscopes and scales.

BRADBURY, Ray. Zen in the art of writing. How to keep and feed a muse. pp 33-34

Personal Shared Povs – reflexões

Ok, ainda não apresentei o projeto. Mas preciso comentar/ guardar isso em algum lugar: tenho de começar a pensar em como trabalharei os temas no dia anterior, do contrário corro o risco de não ter a luz adequada para as ideias que tenho…

Versão final TCC entrege: etapa finalmente concluída

Após um longo hiato, notícias, para poder virar a página e/ou buscar novos rumos… A apresentação aconteceu na data prevista – 27 de junho, depois de um adiamento devido à suspensão das atividades na UNEB durante Copa + São João. Fiquei nervosa e tive muito medo de ser questionada e de que apontassem erros ou falhas metodológicas. Essa aliás foi a razão de eu ficar nervosa – o medo de haver erros graves. Houve questões a pontuar, o professor Alexandre Lenz, convidado para compor a banca, fez muitas observações importantes (queria ter recebido alguns daqueles feedbacks antes!). Havia espaço para ser melhor, mas acho que no fim o trabalho ficou mais interessante do que eu me sentia capaz de fazer e creio que isso me fez bem, me ajuda a ver que tenho potencial de construir coisas relevantes, e, também, de concluir projetos. Estou feliz por ter conseguido, após tantas idas e vindas, apresentar.

Mais de um mês depois, já em agosto, afinal entreguei a versão final da parte escrita, buscando refinar o trabalho com as considerações feitas no dia da banca. Confesso que não consegui me dedicar para realizar isso e que não fiz todas as alterações. Algumas porque não concordei, então refleti sobre o que havia sido dito, busquei meus argumentos e mantive como estava. Outras porque não sabia como faria e infelizmente, após todo esse processo, já me surgia novamente um desânimo advindo da sensação de que ninguém se importa muito com esse trabalho, lá dentro: professores, avaliadores etc – é algo pontual que será em grande parte esquecido, salvo se por acaso algum estudante que buscar fazer um tcc com algum nível de alinhamento se lembrar de procurar por lá. Isso tirou um pouco minha motivação de continuar mexendo naquele projeto. Não porque a temática seja desinteressante, mas porque me pareceu um esforço sem propósito. Pra reduzir essa aridez que sinto em relação a esse processo, fica aqui disponível o link para quem quiser ler a monografia.

O título da versão final do projeto é: Inspeção e Evolução da Usabilidade de Buscadores Tipo Diretório: Estudo de Caso com o fazDelivery.

Para os “slides” da apresentação (é interessante porque há imagens comparando as interfaces do fazDelivery, nele), visite o prezi.

É isso, a partir de agora, esse blog talvez se torne mais experimental/ pessoal e menos profissional. Mas ainda conterá, de algum modo, meus aprendizados, reflexões, caminhos e o andamento de alguns projetos, com sorte. Gracias a tod@s que de algum modo me acompanharam nessa longa trajetória. (:

é amanhã ‘-‘

às oito da manhã

estou nervosa

>.<‘

Protótipos de produtos da Apple, dos anos 80

Cool stuff:

http://www.theverge.com/2014/5/28/5757414/apple-prototype-tablets-phones-laptops-from-the-80s-photos

Protótipos são tão legais! *_*

Da série: leituras interessantes não feitas

Mais coisas do Nielsen que eu gostaria de ler um dia:

http://www.nngroup.com/articles/unmoderated-user-testing-tools/

Sobre a necessidade de testes de usuário

E o rigor de sua execução.

Encontrei esse artigo sobre isso: http://www.lits.dei.uminho.pt/tu.pdf

Quero ler, acho que é interessante também pelas dificuldades que tive com essa etapa.

Dias mais de descanso…

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